ACNE NA VIDA ADULTA: FATORES HORMONAIS, IMPACTO PSICOSSOCIAL E ABORDAGEM TERAPÊUTICA ATUAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30137Palavras-chave:
Acne Vulgar. Hiperandrogenismo. Qualidade de Vida. Espironolactona. Isotretinoína.Resumo
A acne que persiste, recidiva ou se inicia na vida adulta constitui problema clínico relevante pela interação entre atividade da unidade pilossebácea, influência androgênica, risco de cicatrizes e repercussão psicossocial. Esta revisão narrativa crítica integrou evidências sobre fatores hormonais, impacto psicossocial e tratamento contemporâneo, com buscas em 2026 no PubMed/MEDLINE, SciELO e Cochrane Library, além de diretrizes e documentos oficiais. Em 2021, estimaram-se 49,4 milhões de casos prevalentes de acne em pessoas com 25 anos ou mais, com carga consistentemente maior entre mulheres. A sinalização androgênica pode ser relevante mesmo com níveis séricos normais, enquanto acne isolada permanece marcador fraco de hiperandrogenismo bioquímico. Na dimensão psicossocial, metanálise encontrou associação com depressão (r = 0,22) e ansiedade (r = 0,25). O tratamento atual combina terapia tópica de manutenção, uso criterioso de antibióticos, opções hormonais selecionadas e isotretinoína quando indicada. Evidência brasileira randomizada também sustenta benefício clínico de ácido azelaico e espironolactona em mulheres adultas. Como limitação, estudos frequentemente misturam adolescentes e adultos e o delineamento narrativo não produz estimativas exaustivas de efeito. A individualização deve integrar fenótipo, risco de cicatriz, sofrimento psicossocial, contexto reprodutivo, acesso e possibilidade de recidiva.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY