VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E REPERCUSSÕES NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL DAS MULHERES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA

Autores

  • Monique Evelyn Santos Caldas UFAM
  • Laura Machado UFSM
  • Mônica Lima Souza FACSM
  • Manoel Messias Santos de Deus UFC
  • Ana Auriane Marques Xavier UVA
  • Shirley dos Santos Dias de Sousa Estácio
  • Sávio Selton de Castro Mesquita UNINTA
  • Júlia da Silva Veras Sousa Faculdade Inspirar

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29745

Palavras-chave:

Violência Obstétrica. Saúde da Mulher. Saúde Mental. Parto Humanizado. Assistência Obstétrica.

Resumo

 A violência obstétrica constitui uma problemática relacionada à qualidade da assistência prestada às mulheres durante a gestação, o trabalho de parto, o parto e o puerpério, podendo envolver práticas desrespeitosas, intervenções não consentidas, abuso verbal, negligência, desinformação e desconsideração da autonomia feminina. Essas experiências podem repercutir negativamente sobre diferentes dimensões da saúde, incluindo aspectos físicos, emocionais e psicológicos. O presente estudo tem como objetivo analisar as evidências científicas acerca da violência obstétrica e suas repercussões na saúde física e mental das mulheres. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, desenvolvida a partir da busca de estudos científicos em bases de dados nacionais e internacionais, considerando publicações pertinentes à temática. A literatura evidencia que experiências caracterizadas por desrespeito, falta de informação, procedimentos sem consentimento e práticas obstétricas inadequadas podem comprometer a experiência do parto e estar associadas a consequências físicas e psicológicas. Entre as repercussões descritas encontram-se dor, desconfortos e possíveis complicações relacionadas a intervenções, além de medo, ansiedade, sofrimento emocional, percepção traumática do parto e redução da confiança nos serviços de saúde. Estudos também ressaltam a importância da comunicação, do consentimento informado, da autonomia e da assistência humanizada como elementos fundamentais para prevenção dessas situações. Conclui-se que o enfrentamento da violência obstétrica requer qualificação profissional, fortalecimento das boas práticas obstétricas e organização dos serviços orientada pelo respeito, pela dignidade e pelos direitos das mulheres.

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Biografia do Autor

  • Monique Evelyn Santos Caldas, UFAM

    Mestra em Processos Psicológicos e Saúde pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Manaus - AM, Brasil.

  • Laura Machado, UFSM

    Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) Cerro Largo - RS, Brasil.

  • Mônica Lima Souza, FACSM

    Especialista em Psicosexologia Clínica pela Faculdade São Marcos (FACSM) Uberlândia - MG, Brasil.

  • Manoel Messias Santos de Deus, UFC

    Pediatra, com Residência em Pediatria pela Universidade Federal do Ceará (UFC)
    Graduado em Medicina pela Escuela Latinoamericana de Medicina (ELAM), com diploma revalidado pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) Sobral - CE, Brasil.

  • Ana Auriane Marques Xavier, UVA

    Enfermeira pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) Santana do Acaraú - CE, Brasil.

  • Shirley dos Santos Dias de Sousa, Estácio

    Pós-Graduada em Cinesiologia, Biomecânica e Treinamento Físico pela Estácio Teresina - PI, Brasil.

  • Sávio Selton de Castro Mesquita, UNINTA

    Especialista em Neonatologia, com Residência pelo Centro Universitário INTA (UNINTA).

  • Júlia da Silva Veras Sousa, Faculdade Inspirar

    Pós-Graduada em Terapia Intensiva Adulto, Pediátrica e Neonatal pela Faculdade Inspirar
    Teresina - PI, Brasil.

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Publicado

2026-08-24

Como Citar

Caldas, M. E. S., Machado, L., Souza, M. L., Deus, M. M. S. de, Xavier, A. A. M., Sousa, S. dos S. D. de, Mesquita, S. S. de C., & Sousa, J. da S. V. (2026). VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA E REPERCUSSÕES NA SAÚDE FÍSICA E MENTAL DAS MULHERES: UMA REVISÃO INTEGRATIVA DA LITERATURA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(8), 1-15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29745