GOVERNANÇA DO TELETRABALHO NO PROGRAMA DE GESTÃO E DESEMPENHO: PERCEPÇÕES DA ALTA GESTÃO E DE CHEFIAS INTERMEDIÁRIAS EM UMA UNIVERSIDADE FEDERAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29338Palavras-chave:
Governança Pública. Programa de Gestão e Desempenho. Teletrabalho.Resumo
Este artigo analisa a percepção da alta gestão e de gestores intermediários sobre as condições institucionais relacionadas à implementação do teletrabalho no âmbito do Programa de Gestão e Desempenho em uma universidade federal. Trata-se de recorte de pesquisa de campo descritiva, com abordagem quantitativa, realizada por meio de questionários estruturados aplicados a um representante da alta gestão e a cinco chefias intermediárias. Os dados foram examinados por estatística descritiva, com apresentação de frequências absolutas e relativas, mantendo-se separadas as respostas dos dois níveis gerenciais. Os cinco gestores avaliaram a produtividade das equipes como alta ou muito alta e indicaram o modelo híbrido como formato mais adequado. Também reconheceram o potencial do teletrabalho parcial para elevar a produtividade e reduzir custos, embora tenham apontado limitações relativas à oferta de equipamentos, à interação social e à separação entre vida profissional e pessoal. A alta gestão reconheceu benefícios, mas apresentou avaliação cautelosa sobre a eficácia do teletrabalho e destacou fragilidades relacionadas à clareza das políticas, à comunicação, à supervisão, à cultura organizacional e ao suporte institucional. Conclui-se que a sustentabilidade do programa depende da articulação entre infraestrutura, regras claras, acompanhamento orientado a resultados, capacitação gerencial e preservação dos vínculos organizacionais.
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