SÍFILIS CONGÊNITA NO MARANHÃO, BRASIL, 2020–2024: TENDÊNCIA TEMPORAL, INCIDÊNCIA E MORTALIDADE

Autores

  • Edariel Santos Sousa UEMA
  • Antônia Nayllanne Gomes da Silva UEMA
  • Geovana Silva de Sousa UEMA
  • Maria Luiza de Andrade Sousa UEMA
  • Grazielle Austríaco Teixeira Mendes UEMASUL
  • Phelipe Austríaco- Teixeira UEMA https://orcid.org/0000-0003-2611-6215

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29158

Palavras-chave:

Sífilis congênita. Epidemiologia. Transmissão vertical. Mortalidade infantil. Vigilância em saúde.

Resumo

Objetivou-se analisar a evolução temporal dos casos, da incidência e da mortalidade por sífilis congênita no Maranhão entre 2020 e 2024, comparando o estado com a Região Nordeste e o Brasil. Trata-se de estudo ecológico, descritivo e retrospectivo, baseado em dados agregados do Boletim Epidemiológico de Sífilis 2025. Foram utilizados registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos e do Sistema de Informação sobre Mortalidade. Calcularam-se frequências absolutas, variações percentuais anuais e acumuladas, participação relativa no total nacional e comparação das taxas de incidência. No período, foram notificados 3.006 casos no Maranhão. O número anual aumentou de 503, em 2020, para 736, em 2024, crescimento de 46,3%; a incidência passou de 4,7 para 7,6 casos por 1.000 nascidos vivos, elevação de 61,7%. Em 2024, registrou-se o maior volume da série, correspondendo a 24,5% dos casos do quinquênio. Embora a incidência estadual tenha permanecido inferior às taxas do Nordeste e do Brasil, a diferença em relação ao indicador nacional diminuiu de 3,9 para 2,0 casos por 1.000 nascidos vivos. Foram identificados 31 óbitos em menores de um ano, dos quais 20 ocorreram em 2023 e 2024; o coeficiente de mortalidade alcançou 10,3 por 100.000 nascidos vivos nesses dois anos. Conclui-se que o Maranhão apresentou agravamento contínuo dos indicadores no período, em contraste com a redução nacional recente. Os resultados sustentam a necessidade de qualificar o rastreamento, o tratamento oportuno da gestante e de suas parcerias, a investigação dos casos e a integração entre atenção pré-natal e vigilância epidemiológica.

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Biografia do Autor

  • Edariel Santos Sousa, UEMA

    Graduando do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

  • Antônia Nayllanne Gomes da Silva, UEMA

    Graduanda do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

  • Geovana Silva de Sousa, UEMA

    Graduanda do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

  • Maria Luiza de Andrade Sousa, UEMA

    Graduanda do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA).

  • Grazielle Austríaco Teixeira Mendes, UEMASUL

    Bióloga, Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL).

  • Phelipe Austríaco- Teixeira, UEMA

    Docente do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e do curso de Medicina da Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL).

     

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Publicado

2026-07-28

Como Citar

Sousa, E. S., Silva, A. N. G. da, Sousa, G. S. de, Sousa, M. L. de A., Mendes, G. A. T., & Teixeira, P. A.-. (2026). SÍFILIS CONGÊNITA NO MARANHÃO, BRASIL, 2020–2024: TENDÊNCIA TEMPORAL, INCIDÊNCIA E MORTALIDADE. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(7), 1-13. https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29158

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