RIMAS, SINAIS E RESISTÊNCIA: OFICINAS DE SLAM COMO ARTEFATO PEDAGÓGICO NA PROMOÇÃO DA EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29063Palavras-chave:
Performance poética. Práticas inovadoras. Relações étnico-raciais. Ensino Superior. Interseccionalidade.Resumo
O ambiente universitário brasileiro, embora concebido como espaço emancipatório, ainda reflete métricas alarmantes de racismo estrutural. Diante da insuficiência de metodologias tradicionais para abordar temas sensíveis, surge a necessidade de práticas pedagógicas inovadoras que promovam a reflexão crítica. Este estudo analisa a influência de oficinas de Slam como artefato pedagógico na promoção da educação antirracista, investigando como essa metodologia transforma a percepção de universitários sobre o racismo. A pesquisa, de natureza qualitativa e caráter exploratório, consistiu em uma intervenção pedagógica dividida em três encontros na Universidade Federal do Pampa (Unipampa) – Campus Uruguaiana, com a participação de 14 estudantes de graduação. Os dados foram coletados via grupo focal e diário de campo, e examinados por meio da Análise Textual Discursiva (ATD). Os resultados evidenciaram que o Slam atua como ferramenta de letramento racial e denúncia, proporcionando um espaço seguro para o rompimento de silenciamentos. Observou-se a conscientização de estudantes brancos sobre seus privilégios e o fortalecimento da resistência entre estudantes negros. Conclui-se que as oficinas transcendem o campo estético, consolidando-se como territórios de desnaturalização do racismo e essenciais para a construção de uma universidade plural.
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