ÚLCERA PÉPTICA PERFURADA: DO DIAGNÓSTICO PRECOCE AO TRATAMENTO MENOS INVASIVO PARA UM PROGNÓSTICO FAVORÁVEL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.28832Palavras-chave:
Úlcera péptica perfurada, Diagnóstico precoce, Laparoscopia, Emergência abdominalResumo
A úlcera péptica perfurada é uma emergência cirúrgica de rápida progressão e potencialmente fatal, caracterizada pelo extravasamento do conteúdo gástrico para a cavidade abdominal, com risco elevado de evolução para peritonite difusa, sepse e óbito. Dados do DATASUS indicam que, entre janeiro de 2024 e abril de 2025, ocorreram 1.942 óbitos por internações relacionadas à úlcera gástrica e duodenal no Brasil, evidenciando deficiências na assistência emergencial em doenças digestivas no país. O objetivo deste estudo foi revisar, de forma narrativa, as evidências disponíveis sobre a importância do diagnóstico precoce e das abordagens terapêuticas menos invasivas no manejo da úlcera péptica perfurada, visando melhores desfechos clínicos. A busca bibliográfica foi realizada nas bases PubMed, SciELO, Google Scholar e MEDLINE, com foco em publicações entre 2020 e 2025. Utilizaram-se os descritores em inglês: “Peptic ulcer”, “Perforation” e “Treatment of perforated ulcer”. Foram incluídos estudos de revisão e artigos originais com texto completo disponível gratuitamente em formato digital, publicados no período de 2020 a 2025. Foram excluídos artigos duplicados, publicações fora do período estabelecido e estudos que não atendiam ao objetivo da pesquisa ou aos critérios metodológicos definidos. Do total de 30 artigos inicialmente identificados, após a aplicação dos critérios de elegibilidade, 15 foram selecionados para análise. Os dados indicam que o diagnóstico precoce, baseado em anamnese, exame físico e exames de imagem, é essencial para reduzir a mortalidade, que pode ultrapassar 50% após 24 horas da perfuração. Técnicas minimamente invasivas, como a laparoscopia e, em alguns casos, a endoscopia, demonstraram melhores resultados em comparação à laparotomia convencional, com menor morbidade, internação mais curta e recuperação pós-operatória mais rápida. No entanto, a laparotomia ainda é indicada em casos de perfurações extensas ou contaminação difusa. Conclui-se que a identificação precoce da úlcera perfurada, aliada ao uso de técnicas menos invasivas sempre que possível, contribui para a redução da mortalidade e melhora dos desfechos clínicos. A individualização do tratamento conforme a gravidade do caso permanece fundamental para o sucesso terapêutico, considerando o estado clínico do paciente, bem como a localização e extensão da perfuração.
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