UTILIZAÇÃO DE DARDO CATIVO PENETRANTE NA EUTANÁSIA DE EQUINOS

Autores

  • José Amorim Sobreira Neto UEMA
  • Daniel Praseres Chaves UEMA
  • Milton de Carvalho Neto UECE
  • Francisco Hamilton Fernandes Anselmo Junior UECE

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24304

Palavras-chave:

Equino. Eutanásia. Dardo Cativo Penetrante.

Resumo

A criação de equídeos representa um importante segmento do agronegócio brasileiro, que apresenta um plantel estimado em 5,79 milhões de animais, sendo 4,49 milhões de equinos, 765,5 mil muares e 476,8 mil asininos, responsáveis por cerca de 3,2 milhões de empregos diretos e indiretos e uma movimentação financeira anual próxima de R$ 16,5 bilhões. O saneamento de focos de doenças de notificação obrigatória, como a Anemia Infecciosa Equina (AIE) e o Mormo, tem se mostrado um desafio em diversos estados devido à elevada ocorrência de animais positivos e à limitação estrutural dos serviços oficiais de defesa agropecuária. O controle dessas enfermidades baseia-se na eliminação sanitária dos animais infectados por meio da eutanásia, procedimento que deve respeitar princípios técnicos e éticos, garantindo bem-estar animal e segurança operacional. Este estudo teve como objetivo desenvolver e avaliar um protocolo de eutanásia de equídeos mais eficiente, ético e operacionalmente viável para utilização em campo. Foram utilizados 30 equídeos distribuídos em três grupos experimentais (n=10): grupo 1 – eutanásia com dardo cativo penetrante (DCP); grupo 2 – sedação prévia seguida do uso do DCP; e grupo 3 – método químico tradicional (controle). O nível de inconsciência foi avaliado pela Escala de Coma de Glasgow Modificada (EGM), que atribui nota de 1 a 6 a três tópicos: i) atividade motora, ii). reflexo tronco encefálico e iii). nível de consciência. Fazendo-se o somatório dos três tópicos, a nota pode variar de 3 a 18, sendo 3 (inconsciência completa) e 18 (consciência plena). Os animais dos grupos 1 e 2 apresentaram inconsciência imediata, com pontuações médias de 3,0 e 3,1 ± 0,32, respectivamente, enquanto o grupo 3 apresentou média de 6,3 ± 2,68, indicando menor eficiência. Os resultados demonstraram que o uso do DCP, com ou sem sedação, promove insensibilização rápida, reduz o tempo total de atendimento e o risco de exposição do profissional, configurando-se como alternativa segura e humanitária.

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Biografia do Autor

  • José Amorim Sobreira Neto, UEMA

    Doutor em Defesa Sanitária Animal, Universidade Estadual do Maranhão – UEMA.

  • Daniel Praseres Chaves, UEMA

    Professor, Universidade Estadual do Maranhão –UEMA.

  • Milton de Carvalho Neto, UECE

    Médico Veterinário, Universidade Estadual do Ceará - UECE.

  • Francisco Hamilton Fernandes Anselmo Junior, UECE

    Médico Veterinário, Universidade Estadual do Ceará - UECE.

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Publicado

2026-02-23

Como Citar

Sobreira Neto, J. A., Chaves, D. P., Carvalho Neto, M. de, & Anselmo Junior, F. H. F. (2026). UTILIZAÇÃO DE DARDO CATIVO PENETRANTE NA EUTANÁSIA DE EQUINOS. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(2), 1-12. https://doi.org/10.51891/rease.v12i2.24304

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