TRATAMENTO DAS FRATURAS DO COMPLEXO ZIGOMÁTICO-ORBITÁRIO: ABORDAGENS CIRÚRGICAS E DESFECHOS CLÍNICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31689Palabras clave:
Fraturas zigomáticas, Fraturas orbitárias, Procedimentos cirúrgicos operatórios, Fixação interna de fraturasResumen
Introdução: As fraturas do complexo zigomático-orbitário representam lesões frequentes no trauma bucomaxilofacial e podem comprometer a projeção malar, a simetria facial, a função orbitária e a mastigação. A escolha da abordagem cirúrgica e dos pontos de fixação depende do padrão de deslocamento, da extensão da fratura e das alterações funcionais associadas. Entretanto, ainda existem controvérsias quanto à seleção das técnicas mais adequadas para cada apresentação clínica. Objetivo: Analisar criticamente as evidências disponíveis sobre as abordagens cirúrgicas utilizadas no tratamento das fraturas do complexo zigomático-orbitário, considerando suas indicações, técnicas de fixação, resultados funcionais e estéticos e principais complicações. Metodologia: Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada por meio de buscas nas bases de dados, PubMed/MEDLINE, Scopus, Web of Science e Cochrane Library e Google Acadêmico e em páginas de periódicos científicos, utilizando termos relacionados às fraturas zigomático-orbitárias, às abordagens cirúrgicas, à fixação óssea e aos desfechos clínicos. Foram selecionadas 16 publicações, de 1992 a 2026, pertinentes ao objetivo do estudo, cujos achados foram sintetizados qualitativamente. Resultados: A literatura analisada é composta predominantemente por estudos retrospectivos, séries de casos e relatos clínicos, além de uma revisão sistemática voltada especificamente ao assoalho orbitário. Os achados indicam que a abordagem intraoral, associada à fixação na região do pilar zigomaticomaxilar, pode ser suficiente em fraturas selecionadas. Em casos com maior deslocamento, instabilidade ou comprometimento orbitário, abordagens adicionais e múltiplos pontos de fixação podem ser necessários. Entre as complicações relatadas, destacam-se hipoestesia infraorbitária, diplopia residual, ectrópio e infecção. Tecnologias digitais e técnicas minimamente invasivas apresentam resultados promissores, embora ainda existam limitações quanto à robustez das evidências disponíveis. Conclusão: O tratamento das fraturas do complexo zigomático-orbitário deve ser individualizado conforme o padrão da fratura, o grau de deslocamento e os comprometimentos funcionais e estéticos. Apesar da diversidade de abordagens disponíveis, a escassez de estudos comparativos de alta qualidade limita a definição de protocolos cirúrgicos universalmente aplicáveis, reforçando a necessidade de pesquisas prospectivas com critérios padronizados de avaliação.
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