CANNABIS SATIVA COMO ALTERNATIVA TERAPÊUTICA NO MANEJO DA DOR E INFLAMAÇÃO EM DOENÇAS AUTOIMUNES: REVISÃO NARRATIVA COM ÊNFASE NA ARTRITE REUMATOIDE E NO LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31423Palabras clave:
Sistema endocanabinoide, Imunomodulação, FitocanabinoidesResumen
As doenças autoimunes, como a artrite reumatoide (AR) e o lúpus eritematoso sistêmico (LES), caracterizam-se por alterações da resposta imunológica e processos inflamatórios que podem comprometer diferentes tecidos e órgãos, ocasionando dor e limitações funcionais. Nesse contexto, os derivados de Cannabis sativa, especialmente o canabidiol (CBD), têm despertado interesse científico devido à sua possível participação na modulação de mecanismos inflamatórios e imunológicos. O presente estudo teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre o potencial terapêutico de Cannabis sativa no manejo da dor e da inflamação na AR e no LES, considerando seus mecanismos farmacológicos, os resultados experimentais e as evidências clínicas disponíveis. Trata-se de uma revisão bibliográfica narrativa, de abordagem qualitativa e caráter exploratório e descritivo, realizada nas bases PubMed, SciELO e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), abrangendo publicações de 2007 a 10 de outubro de 2026. Foram priorizados estudos originais relacionados às doenças investigadas, incluindo modelos celulares e animais, pesquisas clínicas e estudos complementares sobre mecanismos imunológicos e analgesia. Os resultados evidenciaram efeitos sobre mediadores inflamatórios e parâmetros imunológicos em determinados modelos experimentais, embora também tenham sido observadas respostas heterogêneas, limitações metodológicas e sinais que exigem atenção quanto à segurança. Na AR, os achados pré-clínicos sugerem potencial para investigação de mecanismos associados à inflamação articular, mas as evidências clínicas permanecem limitadas. No LES, predominam resultados mecanísticos e associações entre a expressão de receptores canabinoides e a atividade da doença, sem demonstração direta de eficácia terapêutica do CBD. Conclui-se que os derivados de Cannabis sativa apresentam potencial farmacológico que justifica novas investigações, porém as evidências disponíveis são insuficientes para estabelecer sua eficácia e segurança no tratamento da AR e do LES.
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