DEGENERAÇÃO MACULAR: INJEÇÃO INTRAVÍTREA PERIÓDICA DE INIBIDORES DO VEGF
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29768Palabras clave:
Degeneração macular relacionada à idade. Anti-VEGF. Injeção intravítrea. Neovascularização. Acuidade visual.Resumen
INTRODUÇÃO: A degeneração macular relacionada à idade (DMRI), especialmente em sua forma neovascular, havia sido caracterizada pela formação de vasos sanguíneos anormais na região macular, processo diretamente relacionado à atividade do fator de crescimento endotelial vascular (VEGF). A neovascularização havia favorecido o extravasamento de fluido, hemorragias, espessamento retiniano e alterações estruturais que poderiam culminar em perda visual central permanente. Nesse contexto, as injeções intravítreas de inibidores do VEGF haviam se consolidado como uma das principais estratégias terapêuticas, pois haviam reduzido a atividade neovascular e a permeabilidade vascular, contribuindo para a preservação ou recuperação da acuidade visual. Objetivo: A revisão sistemática de literatura teve como objetivo analisar as evidências científicas acerca da eficácia, segurança, periodicidade e impacto funcional das injeções intravítreas de agentes anti-VEGF no tratamento da DMRI neovascular, considerando diferentes esquemas terapêuticos e seus efeitos sobre a acuidade visual e a anatomia macular. Metodologia: A revisão havia sido estruturada conforme o checklist PRISMA, utilizando artigos científicos publicados nos últimos 10 anos e consultando as bases PubMed, SciELO e Web of Science. Foram utilizados os descritores Degeneração macular relacionada à idade; Anti-VEGF; Injeção intravítrea; Neovascularização; Acuidade visual. Foram incluídos estudos publicados em periódicos científicos, pesquisas envolvendo pacientes com DMRI neovascular e trabalhos que haviam avaliado o tratamento intravítreo anti-VEGF. Foram excluídos estudos publicados fora do período estabelecido, trabalhos sem relação direta com a intervenção analisada e publicações que não apresentassem dados clínicos relevantes. Resultados: Os estudos haviam demonstrado que ranibizumabe, aflibercepte, bevacizumabe e outros agentes anti-VEGF haviam reduzido a atividade neovascular e favorecido a manutenção ou melhora da acuidade visual. O regime treat-and-extend havia apresentado resultados visuais favoráveis, permitindo maior individualização dos intervalos entre aplicações e redução da carga terapêutica. Agentes de ação prolongada também haviam demonstrado potencial para ampliar os intervalos entre as aplicações sem comprometer significativamente os resultados anatômicos e funcionais. Conclusão: Concluiu-se que as injeções intravítreas periódicas de inibidores do VEGF haviam representado uma abordagem fundamental para o controle da DMRI neovascular, reduzindo a progressão da neovascularização, o acúmulo de fluido e o risco de perda visual. A individualização dos intervalos terapêuticos havia possibilitado melhor equilíbrio entre eficácia, segurança, preservação visual e redução da sobrecarga relacionada às aplicações frequentes.
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