INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL MULTIMODAL NA PREDIÇÃO DA PROGRESSÃO FUNCIONAL EM GLAUCOMA DE ÂNGULO ABERTO

Autores

  • Abel Mendonça Alves Universidade Federal do Triângulo Mineiro
  • Rodrigo de Almeida Freimann Universidade Federal de Minas Gerais
  • Lucca Aires Porto Rodrigues Faculdade de Minas de BH
  • Valentina de Monteiro Bontempo Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29414

Palavras-chave:

Inteligência artificial. Aprendizado profundo multimodal. Glaucoma de ângulo aberto. Progressão funcional. Predição do campo visual.

Resumo

Introdução: O glaucoma de ângulo aberto havia sido reconhecido como uma das principais causas irreversíveis de cegueira no mundo, caracterizando-se pela perda progressiva das células ganglionares da retina e alterações estruturais do nervo óptico associadas a déficits funcionais do campo visual. A predição da progressão funcional havia representado um desafio clínico devido à variabilidade da evolução da doença e à necessidade de integrar múltiplos fatores de risco, como pressão intraocular, espessura da camada de fibras nervosas da retina, características do disco óptico e padrões de alteração campimétrica. Nesse contexto, a inteligência artificial multimodal havia emergido como uma abordagem inovadora ao combinar diferentes fontes de dados oftalmológicos, incluindo imagens de tomografia de coerência óptica, fotografias do fundo ocular, exames funcionais e informações clínicas, permitindo identificar padrões complexos associados à progressão do glaucoma. Estudos científicos haviam demonstrado que modelos de aprendizado profundo apresentaram capacidade ampliada para prever deterioração funcional, contribuindo para diagnósticos mais precoces, estratificação de risco e personalização do acompanhamento terapêutico. A revisão sistemática de literatura teve como objetivo analisar as evidências científicas sobre a aplicação da inteligência artificial multimodal na predição da progressão funcional em pacientes com glaucoma de ângulo aberto, destacando seus avanços, aplicações clínicas e contribuições para o monitoramento da evolução da doença. Metodologia: A revisão havia sido conduzida conforme o checklist PRISMA, utilizando artigos científicos publicados nos últimos 10 anos nas bases PubMed, Scielo e Web of Science. Foram utilizados os descritores “Inteligência artificial”, “aprendizado profundo multimodal”, “glaucoma de ângulo aberto”, “progressão funcional” e “predição do campo visual”. Foram incluídos estudos originais, publicados em periódicos científicos, que avaliaram modelos de inteligência artificial aplicados à previsão da progressão funcional do glaucoma. Foram excluídos artigos duplicados, estudos sem avaliação de pacientes com glaucoma de ângulo aberto e trabalhos que não analisaram desfechos relacionados à progressão funcional. Resultados: Os estudos analisados haviam demonstrado que algoritmos multimodais apresentaram maior precisão preditiva quando comparados a avaliações isoladas, principalmente pela integração entre dados estruturais e funcionais. As pesquisas destacaram o uso de redes neurais profundas para identificar padrões precoces de perda visual, estimar velocidade de progressão e auxiliar na tomada de decisão clínica. Além disso, os modelos haviam mostrado potencial para reduzir atrasos diagnósticos e melhorar a seleção de pacientes com maior risco de evolução para comprometimento visual significativo. Conclusão: As evidências científicas haviam indicado que a inteligência artificial multimodal representava uma ferramenta promissora para prever a progressão funcional do glaucoma de ângulo aberto, possibilitando abordagens mais individualizadas e eficientes. A integração de diferentes modalidades de exames havia ampliado a capacidade de interpretação dos dados oftalmológicos, favorecendo intervenções precoces e estratégias direcionadas para preservação da visão.

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Biografia do Autor

Abel Mendonça Alves, Universidade Federal do Triângulo Mineiro

Médico. Universidade Federal do Triângulo Mineiro.

Rodrigo de Almeida Freimann, Universidade Federal de Minas Gerais

Médico. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Lucca Aires Porto Rodrigues, Faculdade de Minas de BH

Médico. Faculdade de Minas de BH (FAMINAS BH).

Valentina de Monteiro Bontempo, Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais

Acadêmica em medicina. Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG).

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Publicado

2026-08-19

Como Citar

Alves, A. M., Freimann, R. de A., Rodrigues, L. A. P., & Bontempo, V. de M. (2026). INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL MULTIMODAL NA PREDIÇÃO DA PROGRESSÃO FUNCIONAL EM GLAUCOMA DE ÂNGULO ABERTO. Revista Ibero-Americana De Humanidades, Ciências E Educação, 12(8), 1–14. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29414