A PREVALÊNCIA DE CASOS DE SÍFILIS EM ADOLESCENTES NO PIAUÍ ENTRE 2010 À 2024

Autores/as

  • Jessica Maria Rocha Rodrigues AESPI
  • Ana Karolyne de Sousa Melo Xavier AESPI
  • Dayane Cristinne Fernandes Santos AESPI
  • Jaiany Leal da Silva AESPI
  • Vanessa Rodrigues de Carvalho AESPI
  • Alyne Sthefane de Sousa AESPI
  • Bianca de Sousa Leal AESPI
  • Giana Vitória Cavalcante Feitosa Centro Universitário Facid Wyden
  • Ag-Anne Pereira Melo de Menezes AESPI

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21549

Palabras clave:

Sífilis. Adolescentes. Epidemiologia. Piauí. Notificação.

Resumen

Introdução: A sífilis entre adolescentes vem crescendo nas últimas décadas e constitui problema de saúde pública, especialmente em regiões com vulnerabilidades socioeconômicas e cobertura desigual dos serviços de saúde. Este estudo descreve a situação no estado do Piauí entre 2010 e 2024, destacando determinantes sociais e falhas nos sistemas de notificação. Objetivo: Descrever a prevalência e a tendência temporal da sífilis em adolescentes (10–19 anos) no Piauí (2010–2024) e identificar fatores associados à transmissão, visando subsidiar estratégias de prevenção e controle. Métodos: Estudo ecológico, descritivo, em série temporal, com dados de notificações de sífilis em adolescentes (SINAN/TabNet-DATASUS) e indicadores socioeconômicos (CEPRO) e de cobertura da Estratégia Saúde da Família (IEPS). Calculou-se coeficientes anuais de detecção; a tendência foi avaliada pela regressão de Prais-Winsten e as correlações por Spearman. Tratamento e processamento dos dados foram realizados em Stata® v.16 e Excel®. Resultados: Observou-se aumento expressivo de casos em adolescentes de 2014 (10 casos) até 2019 (pico de 99 casos), queda em 2020 (44 casos) e retomada em 2021–2023 (60; 57; 53 casos, respectivamente). A distribuição por sexo foi semelhante (51,7% masculinos; 48,3% femininos). Predominaram adolescentes com escolaridade de ensino médio e a população parda (66% dos casos em 2023). Registrou-se baixa notificação entre indígenas e amarelos e elevada proporção de campos “não informados”, sugerindo incompletude dos registros. Indicadores socioeconômicos e cobertura desigual da ESF mostraram associação com maiores coeficientes de detecção. Conclusão: A sífilis em adolescentes no Piauí cresceu marcadamente até 2019, sofreu redução temporária possivelmente por subnotificação durante a pandemia e voltou a aumentar. Fatores sociais, baixa escolaridade e lacunas na atenção primária contribuem para a transmissão e para o risco de sífilis congênita. Recomenda-se ampliação de testagem rápida, qualificação da atenção básica e integração entre serviços de pré-natal e atenção ao adolescente.

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Biografía del autor/a

  • Jessica Maria Rocha Rodrigues, AESPI

    Discente do curso biomedicina AESPI – Ensino Superior Do Piauí, Teresina-Piauí.

  • Ana Karolyne de Sousa Melo Xavier, AESPI

    Discente do curso biomedicina AESPI – Ensino Superior Do Piauí, Teresina-Piauí.

  • Dayane Cristinne Fernandes Santos, AESPI

    Discente do curso biomedicina AESPI – Ensino Superior Do Piauí, Teresina-Piauí.

  • Jaiany Leal da Silva, AESPI

    Discente do curso biomedicina AESPI – Ensino Superior Do Piauí, Teresina-Piauí.

  • Vanessa Rodrigues de Carvalho, AESPI

    Discente do curso biomedicina AESPI – Ensino Superior Do Piauí, Teresina-Piauí.

  • Alyne Sthefane de Sousa, AESPI

    Discente do curso biomedicina AESPI – Ensino Superior Do Piauí, Teresina-Piauí.

  • Bianca de Sousa Leal, AESPI

    Docente do curso biomedicina AESPI – Ensino Superior Do Piauí, Teresina-Piauí. 

  • Giana Vitória Cavalcante Feitosa, Centro Universitário Facid Wyden

    Orientadora. Centro Universitário Facid Wyden (UNIFACID WYDEN), Teresina-PI.

  • Ag-Anne Pereira Melo de Menezes, AESPI

    Docente do curso biomedicina AESPI – Ensino Superior Do Piauí, Teresina-Piauí. 

Publicado

2025-10-29

Cómo citar

Rodrigues, J. M. R., Xavier, A. K. de S. M., Santos, D. C. F., Silva, J. L. da, Carvalho, V. R. de, Sousa, A. S. de, Leal, B. de S., Feitosa, G. V. C., & Menezes, A.-A. P. M. de. (2025). A PREVALÊNCIA DE CASOS DE SÍFILIS EM ADOLESCENTES NO PIAUÍ ENTRE 2010 À 2024. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 11(10), 5010-5023. https://doi.org/10.51891/rease.v11i10.21549

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