ESTIMULAÇÃO CEREBRAL PROFUNDA VERSUS TRATAMENTO FARMACOLÓGICO NA DOENÇA DE PARKINSON: DESFECHOS CLÍNICOS E QUALIDADE DE VIDA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31765Palavras-chave:
Farmacoterapia, Qualidade de vida, Doenças neurodegenerativosResumo
A Doença de Parkinson (DP) é uma enfermidade neurodegenerativa progressiva cujo tratamento farmacológico pode apresentar limitações ao longo da evolução, incluindo flutuações motoras e discinesias. Nesse contexto, a Estimulação Cerebral Profunda (ECP) representa uma alternativa terapêutica. O presente estudo teve como objetivo comparar os desfechos clínicos e a qualidade de vida entre o tratamento farmacológico convencional e a ECP em pacientes com DP. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de caráter qualitativo e descritivo, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO e LILACS, incluindo estudos originais publicados entre 2021 e 2026. Foram identificados 521 artigos, dos quais 17 compuseram a amostra final. Os estudos apontaram benefícios da ECP no controle das complicações motoras, na funcionalidade, na qualidade de vida e na redução da carga medicamentosa. Entretanto, os resultados variaram conforme as características dos pacientes e os desfechos avaliados, e nem todos os estudos realizaram comparação direta entre as intervenções. Também foi observada heterogeneidade nos resultados cognitivos, comportamentais e de segurança. Conclui-se que a ECP apresenta benefícios em determinados desfechos, mas não substitui necessariamente o tratamento farmacológico. Sua indicação deve ser individualizada, considerando os benefícios, os riscos e as características clínicas dos pacientes. São necessários estudos comparativos mais robustos para esclarecer a magnitude e a durabilidade desses efeitos.
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