HIPERCALCEMIA E MANIFESTAÇÕES NEUROPSIQUIÁTRICAS EM PESSOAS IDOSAS: EVIDÊNCIAS SOBRE UMA CAUSA POTENCIALMENTE REVERSÍVEL DE DECLÍNIO COGNITIVO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31455Palavras-chave:
Hipercalcemia, Idoso, Hiperparatireoidismo PrimárioResumo
Este estudo buscou analisar, por meio de revisão integrativa da literatura, as evidências disponíveis sobre a associação entre hipercalcemia e manifestações neuropsiquiátricas em pessoas idosas, considerando seu potencial de reversibilidade. A revisão foi conduzida conforme as etapas de identificação, triagem, elegibilidade e inclusão descritas no fluxograma PRISMA. As buscas foram realizadas nas bases Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e PubMed, entre março e dezembro de 2025, contemplando estudos publicados de 2015 a 2025, em português ou inglês, envolvendo indivíduos com 60 anos ou mais. Foram incluídos dez estudos, predominantemente relacionados ao hiperparatireoidismo primário, que investigaram desfechos cognitivos, afetivos, psiquiátricos e de qualidade de vida. Os achados apontaram associações entre alterações do metabolismo do cálcio e manifestações como depressão, ansiedade, prejuízos de memória, alterações de atenção e declínio cognitivo. Conclui-se que a hipercalcemia, especialmente quando associada ao hiperparatireoidismo primário, pode contribuir para manifestações neuropsiquiátricas em pessoas idosas. Alguns sintomas podem apresentar melhora após o tratamento da causa metabólica, reforçando a importância da investigação dessas alterações, quando clinicamente indicada, no diagnóstico diferencial de quadros neuropsiquiátricos de início tardio.
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