ACOLHIMENTO E VALORIZAÇÃO DE PROFISSIONAIS E ESTUDANTES DA ÁREA DA SAÚDE QUE MATERNAM: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PET-SAÚDE EQUIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30680Palavras-chave:
Maternagem, Trabalho em saúde, Equidade de gêneroResumo
O presente artigo analisa as condições institucionais de acolhimento e valorização de trabalhadores e estudantes da saúde envolvidos em processos de maternagem nos municípios de Acarape e Redenção, Ceará. Trata-se de estudo exploratório e descritivo, de abordagem mista, articulado a relato de experiência desenvolvido no PET-Saúde: Equidade da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (UNILAB). O corpus incluiu banco de dados do projeto, questionários aplicados presencialmente, registros do mapeamento de instituições infantis e serviços de saúde, análise documental e memórias sistematizadas dos autores. As três instituições infantis mapeadas atendiam filhos de trabalhadoras do SUS, porém nenhuma oferecia atendimento noturno ou integral, e apenas uma informou flexibilidade de horário e programa ou parceria de apoio. Também não foram identificados suporte específico à amamentação, práticas estruturadas para reduzir impactos do trabalho parental ou canal de denúncia. Os relatos evidenciaram insegurança das famílias, insuficiência de recursos, dependência das avós e incompatibilidade de horários. Conclui-se que o acolhimento exige articulação intersetorial, flexibilização de horários, apoio à amamentação e à saúde mental e estratégias de conciliação entre trabalho, formação e vida familiar.
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