TRABALHO E SAÚDE MENTAL DE POLICIAIS: UMA REVISÃO DE ESCOPO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30483Palavras-chave:
saúde mental, relações de trabalho, policiais, estresse ocupacionalResumo
A atividade policial envolve exigências organizacionais, emocionais, cognitivas e traumáticas que podem repercutir na saúde mental dos profissionais. Este estudo teve como objetivo analisar os fatores relacionados ao trabalho policial e suas repercussões na saúde mental por meio de uma revisão de escopo. Seguindo as recomendações da extensão PRISMA para revisões de escopo (PRISMA-ScR), foram realizadas buscas nas bases SciELO, PePSIC, BVS-Psi, Redalyc e PubMed, considerando artigos empíricos publicados entre 2016 e 2026, nos idiomas português, inglês e espanhol. Após a aplicação dos critérios de elegibilidade, nove estudos foram incluídos e analisados conforme a Análise Temática Categorial. Os achados foram organizados em três categorias: 1) Estrutura Organizacional e Contexto de Trabalho; 2) Regime Disciplinar Rígido e Desempenho Policial; e 3) Exposição Contínua a Traumas e a Falta de Suporte. Os resultados indicaram que sobrecarga, pressão institucional, jornadas e escalas de trabalho, exigências de controle emocional, elevado custo cognitivo e exposição reiterada a ocorrências críticas estão relacionados ao estresse, à ansiedade, à exaustão emocional, ao burnout, às alterações cognitivas, ao transtorno de estresse pós-traumático, aos comportamentos suicidas e aos afastamentos laborais. O estigma, o receio de repercussões profissionais e as dificuldades de acesso ao suporte institucional também podem restringir a procura por ajuda. Conclui-se que a promoção da saúde mental dos policiais requer ações contínuas, acessíveis e confidenciais, articuladas à organização do trabalho e às políticas de saúde ocupacional das instituições policiais.
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