CAMINHABILIDADE NO PLANO PILOTO DE BRASÍLIA: UMA ANÁLISE DESAGREGADA DA INFRAESTRUTURA PARA PEDESTRES NO ENTORNO DAS ESTAÇÕES DE METRÔ
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30479Palavras-chave:
Caminhabilidade. Mobilidade ativa. Infraestrutura para pedestres. Planejamento urbano. Brasília.Resumo
A caminhabilidade resulta da interação entre atributos do ambiente construído relacionados à continuidade, segurança, acessibilidade e conforto dos deslocamentos a pé. A avaliação conjunta de diferentes aspectos da caminhabilidade pode, contudo, produzir resultados gerais favoráveis mesmo quando persistem deficiências importantes em componentes específicos. Este artigo analisa as condições da infraestrutura para pedestres no entorno das estações de metrô da Asa Sul do Plano Piloto de Brasília, adotando uma leitura desagregada de três componentes: calçadas, travessias e sombra e abrigo. A pesquisa reanalisa dados georreferenciados do Geoportal/DF, observações de campo e registros fotográficos produzidos em investigação anterior e processados em QGIS. Os indicadores derivam do Padrão de Qualidade DOTS 3.0 e são examinados individualmente. Os resultados mostram ampla disponibilidade de sombra e abrigo, associada à arborização e a elementos arquitetônicos, ao mesmo tempo em que persistem irregularidades nas calçadas e descontinuidades nas travessias. A agregação dos componentes produz avaliações gerais mais favoráveis e reduz a visibilidade de fragilidades específicas. Conclui-se que índices sintéticos são úteis para comparação territorial, mas sua aplicação à definição de intervenções deve ser acompanhada de leitura desagregada, especialmente quando atributos críticos de acessibilidade e segurança não são funcionalmente substituíveis por bons resultados de conforto ambiental.
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