GOVERNANÇA DE TI E PADRONIZAÇÃO: O RISCO DOS SISTEMAS IRREGULARES NA POLÍCIA MILITAR DO PARANÁ
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29861Palabras clave:
Governança de TI. Segurança da Informação. Shadow IT. Polícia Militar do Paraná. Administração Pública.Resumen
O presente artigo analisa os impactos e os riscos do desenvolvimento irregular e não supervisionado de sistemas, fenômeno conhecido como Shadow IT, no âmbito da Polícia Militar do Paraná (PMPR). A adoção de soluções tecnológicas à revelia do órgão central competente configura um grave problema institucional, pois pode ferir a lógica administrativa da impessoalidade, gerar passivos técnicos e expor a Corporação a vulnerabilidades cibernéticas e a potenciais violações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Diante dessa problemática, o estudo tem por objetivo central analisar as fragilidades operacionais decorrentes dessa prática e propor um rol de ações aplicáveis de fiscalização, controle e conscientização doutrinária para mitigar o desenvolvimento irregular. Metodologicamente, a pesquisa classifica-se como aplicada e qualitativa, pautada em revisão bibliográfica e na análise documental da Portaria do Comando-Geral nº 131/2024 e da Diretriz nº 015/2024. As análises demonstram que a Corporação dispõe de mecanismos normativos e recursos tecnológicos institucionais destinados à padronização e governança do desenvolvimento de software, restando o desafio de transpor a barreira cultural para garantir a conformidade (Compliance). Conclui-se que o enfrentamento ao Shadow IT exige a adoção de medidas conjugadas entre a Diretoria de Tecnologia e Inovação (DTI) e as demais unidades da Corporação, tais como o fomento ao desenvolvimento descentralizado regulado, a capacitação de Gestores de TI locais e a inclusão da governança nos currículos de formação, assegurando a interoperabilidade e a continuidade ininterrupta dos serviços policiais.
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