DELIRIUM PÓS-OPERATÓRIO NO IDOSO: FATORES DE RISCO, PREVENÇÃO E PROGNÓSTICO — REVISÃO NARRATIVA CRÍTICA COM GRADUAÇÃO DA EVIDÊNCIA

Autores

  • Caroline Pretto Sauter UNISC
  • Rafael Viana dos Santos Coutinho UFBA
  • Guilherme Valdemarca Universidade de Passo Fundo image/svg+xml
  • Maisa Niehues Estácio Idomed
  • Amanda Novaes Rienda Soares FCMMG

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29367

Palavras-chave:

Delírio. Complicações pós-operatórias. Idoso. Assistência perioperatória. Prognóstico.

Resumo

Introdução: o delirium pós-operatório é uma complicação neurocognitiva frequente em pessoas idosas e permanece subdiagnosticado, especialmente na apresentação hipoativa. Objetivo: analisar criticamente fatores de risco, estratégias preventivas e repercussões prognósticas, distinguindo evidência clínica direta, evidência indireta ou extrapolada e inferência fisiopatológica. Método: revisão narrativa crítica orientada pela SANRA, com atualização bibliográfica dirigida em PubMed/MEDLINE, Cochrane Library, SciELO e LILACS em julho de 2026, complementada por rastreamento de referências e consulta a diretrizes e documentos oficiais; o Google Scholar foi utilizado apenas como ferramenta complementar. O corpus final reuniu 59 fontes: 13 ensaios clínicos randomizados, 1 estudo controlado não randomizado, 9 revisões sistemáticas ou metanálises, 17 estudos observacionais ou diagnósticos e 19 diretrizes, documentos oficiais, consensos ou revisões conceituais. Resultados: a vulnerabilidade cognitiva basal, a fragilidade e exposições perioperatórias potencialmente modificáveis interagem de maneira cumulativa. Intervenções multicomponentes não farmacológicas apresentam o suporte mais consistente, com redução de incidência em sínteses quantitativas de certeza moderada. Dexmedetomidina, cetamina, corticosteroides e antipsicóticos não sustentam profilaxia universal; a escolha entre anestesia regional e geral não modifica de forma relevante o risco. A monitorização eletroencefalográfica pode auxiliar a evitar anestesia excessivamente profunda, mas a prevenção de delirium permanece incerta diante de ensaios discordantes e metanálises heterogêneas. Delirium associa-se a mortalidade, institucionalização e declínio cognitivo, sem resolução definitiva da relação causal. Conclusão: prevenção estruturada, rastreamento seriado e correção precoce de precipitantes constituem o núcleo da prática baseada em evidências. A principal lacuna brasileira é a ausência de dados multicêntricos e de estudos de implementação capazes de medir a adesão aos protocolos.

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Biografia do Autor

  • Caroline Pretto Sauter, UNISC

    Graduada, Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC). 

  • Rafael Viana dos Santos Coutinho, UFBA

    Graduado, Universidade Federal da Bahia (UFBA). =

  • Guilherme Valdemarca, Universidade de Passo Fundo

    Graduado, Universidade de Passo Fundo. 

  • Maisa Niehues, Estácio Idomed

    Estácio Idomed, Jaraguá do Sul – SC.

  • Amanda Novaes Rienda Soares, FCMMG

    Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG). 

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Publicado

2026-08-11

Como Citar

Sauter, C. P., Coutinho, R. V. dos S., Valdemarca, G., Niehues, M., & Soares, A. N. R. (2026). DELIRIUM PÓS-OPERATÓRIO NO IDOSO: FATORES DE RISCO, PREVENÇÃO E PROGNÓSTICO — REVISÃO NARRATIVA CRÍTICA COM GRADUAÇÃO DA EVIDÊNCIA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(8), 1-25. https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29367

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