UM NUTRICIONISTA DIANTE DA MORTE: UM TEMA INVISÍVEL NA FORMAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29140Palavras-chave:
Nutrição. Morte. Currículo. Cuidados Paliativos.Resumo
Este artigo objetivou analisar as matrizes curriculares dos cursos de graduação em Nutrição em universidades públicas do estado do Rio de Janeiro, buscando refletir sobre o ensino da morte e do morrer nesse contexto formativo. Realizou-se um estudo qualitativo do tipo exploratório, baseado em análise documental e análise de conteúdo segundo Bardin. O levantamento de dados ocorreu nos websites oficiais da UFRJ, UNIRIO, UERJ e UFF entre novembro e dezembro de 2025. Os resultados evidenciaram uma predominância expressiva dos eixos biomédico (35,4% a 50,7%) e técnico-operacional (36,2% a 54,4%), enquanto as humanidades ocupam apenas entre 6,6% e 13,4% da carga horária. Notavelmente, não foram identificadas disciplinas obrigatórias voltadas à finitude ou aos Cuidados Paliativos (0,0%) em nenhuma das instituições analisadas. Conclui-se que o ensino sobre a morte não está institucionalmente incorporado à formação do nutricionista, configurando um silêncio curricular sustentado pela hegemonia biomédica. Tal lacuna gera despreparo profissional e sofrimento moral, evidenciando a urgência de reformulações curriculares que incluam a tanatologia e a ética do cuidado para garantir uma assistência integral e humanizada.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY