OBESIDADE INFANTIL E PUBERDADADE PRECOCE: INTERAÇÕES METABÓLICAS E ENDÓCRINAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.27888Palavras-chave:
Obesidade infantil. Puberdade Precoce. Saúde Metabólica.Resumo
Introdução: A puberdade precoce apresenta aumento de incidência, especialmente em meninas, enquanto a obesidade infantil se consolida como um importante problema de saúde pública. Evidências sugerem que o excesso de adiposidade pode interferir na regulação do desenvolvimento puberal por mecanismos metabólicos e hormonais. Objetivo: Analisar a relação entre obesidade infantil e puberdade precoce, bem como suas repercussões na infância e a longo prazo. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, de abordagem qualitativa, realizada por meio de buscas nas bases de dados PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “childhood obesity”, “precocious puberty” e “children”. Foram incluídos estudos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis na íntegra e classificados como ensaios clínicos ou observacionais. Resultados: Observa-se associação consistente entre maior adiposidade corporal e antecipação do desenvolvimento puberal, sobretudo no sexo feminino. Fatores como índice de massa corporal elevado, maior percentual de gordura e exposição prolongada ao excesso de peso aumentam o risco de puberdade precoce. Alterações metabólicas, como resistência à insulina, aumento de adipocinas e níveis elevados de IGF-1, contribuem para a ativação precoce do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Conclusão: A obesidade infantil exerce papel relevante na antecipação da puberdade e em desfechos metabólicos adversos, reforçando a importância de estratégias preventivas e intervenções precoces.
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