USO DA OZONIOTERAPIA NO TRATAMENTO DE INFECÇÕES ENDODÔNTICAS: UMA REVISÃO DE LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32171Palavras-chave:
Ozonioterapia, Endodontia, Infecção endodôntica, Enterococcus faecalis, OdontologiaResumo
Este artigo analisou as evidências científicas sobre o uso da ozonioterapia no tratamento de infecções endodônticas, considerando eficácia antimicrobiana, benefícios, riscos e limitações. Realizou-se revisão exploratória e qualitativa da literatura nas bases SciELO, PubMed/MEDLINE e Biblioteca Virtual em Saúde, com descritores em português e inglês relacionados à ozonioterapia, endodontia, Enterococcus faecalis e infecção. Foram selecionados oito estudos publicados nos últimos cinco anos, entre ensaios clínicos, revisões da literatura e pesquisas in vitro e ex vivo. Em geral, o ozônio apresentou atividade antimicrobiana, propriedades anti-inflamatórias e potencial para reduzir a dor pós-operatória e favorecer o reparo tecidual. Os resultados, porém, variaram conforme a forma de aplicação, a concentração, o tempo de exposição, o método de ativação e o microrganismo investigado. O ozônio gasoso mostrou resultados superiores aos da água ozonizada, mas foi menos eficaz que o hipoclorito de sódio na redução de E. faecalis. Assim, a ozonioterapia demonstra potencial como recurso adjuvante nas infecções endodônticas, mas as evidências ainda não sustentam sua substituição dos métodos convencionais de desinfecção. São necessários novos ensaios clínicos randomizados, com protocolos padronizados e acompanhamento de longo prazo, para confirmar sua efetividade clínica.
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