USO NÃO TERAPÊUTICO (RECREATIVO) DE TADALAFILA POR JOVENS: RISCOS, MOTIVAÇÕES PSICOSSOCIAIS E IMPLICAÇÕES PARA A SAÚDE PÚBLICA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.32092Palavras-chave:
Tadalafila, Uso recreativo, Automedicação, Jovens, Saúde públicaResumo
Este artigo teve como objetivo analisar as motivações psicossociais relacionadas ao uso recreativo da tadalafila por jovens, seus principais riscos farmacológicos e as implicações para a saúde pública, com destaque para a atuação do farmacêutico. Trata-se de revisão bibliográfica narrativa, descritiva e qualitativa, baseada em literatura indexada, diretrizes clínicas e documentos institucionais da Anvisa e do Conselho Federal de Farmácia. As evidências indicam que o uso sem indicação está associado à busca por confiança sexual, à redução da ansiedade de desempenho, à expectativa de prolongar a atividade sexual e à influência de pares e redes sociais. Observou-se, entre usuários recreativos, menor confiança na capacidade erétil sem o medicamento, embora sem relação causal comprovada. Destacam-se como riscos cefaleia, dispepsia, rubor, congestão nasal, dor lombar, mialgia, hipotensão e interações medicamentosas, sobretudo com nitratos. Não há evidência que sustente o uso da tadalafila para ganho de massa muscular, força ou desempenho físico em pessoas saudáveis. Conclui-se que o fenômeno exige abordagem interdisciplinar, educação em saúde, farmacovigilância e orientação profissional, evitando tanto a banalização do medicamento quanto a estigmatização dos jovens.
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