INTERNAÇÕES POR BRONQUIOLITE EM CRIANÇAS MENORES DE UM ANO NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL, 2016-2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31680Palavras-chave:
Bronquiolite, Hospitalização, Saúde da criança, Epidemiologia descritiva, Sistema Único de SaúdeResumo
Este estudo teve como objetivo descrever as internações por bronquiolite aguda em crianças menores de um ano residentes no estado de Alagoas, Brasil, de 2016 a 2025. Trata-se de estudo ecológico e descritivo, com dados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde e estimativas populacionais disponibilizadas pelo Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde. Foram incluídas as internações com diagnóstico principal de bronquiolite aguda (código J21 da Classificação Internacional de Doenças, 10ª Revisão) e calculadas frequências absolutas e relativas, taxas por 1.000 crianças menores de um ano, letalidade hospitalar e gastos corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Registraram-se 3.183 internações, com taxa de 6,6 por 1.000 no período. O número foi de 90 em 2016, chegou a 27 em 2020 e alcançou 785 em 2025, ano com a maior taxa (18,0 por 1.000). Predominaram o sexo masculino (57,5%), a faixa de 28 a 364 dias (88,9%), o caráter de urgência (93,6%) e a permanência de 4 a 7 dias (41,4%). Houve uso de unidade de terapia intensiva em 17,1% das internações e 34 óbitos (letalidade de 1,1%). A 1ª Região de Saúde concentrou 32,7% das internações, e as maiores taxas ocorreram na 9ª (12,9 por 1.000) e na 10ª (11,4 por 1.000). O gasto total foi de R$ 4,2 milhões, e o gasto médio por internação passou de R$ 877,62 em 2016 para R$ 1.764,65 em 2025. Conclui-se que o número e a taxa de internações por bronquiolite em menores de um ano foram mais elevados a partir de 2022, com diferenças entre as Regiões de Saúde e maior gasto médio por internação nos anos finais da série.
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