GRAVIDEZ EM MENINAS DE 10 A 14 ANOS NO ESTADO DE ALAGOAS: ANÁLISE DA TAXA, PERFIL DA GESTAÇÃO E DO NASCIMENTO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31635Palavras-chave:
Gravidez na adolescência, Adolescente, Saúde da mulher, Nascido vivo, EpidemiologiaResumo
Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico da gravidez em meninas de 10 a 14 anos residentes no estado de Alagoas, Brasil, entre 2015 e 2024. Trata-se de estudo ecológico e descritivo, com dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Foram analisadas características sociodemográficas maternas, da gestação, do pré-natal e do recém-nascido, além da distribuição por Região de Saúde, por meio de frequências absolutas e relativas e da taxa de nascidos vivos de mães de 10 a 14 anos por 1.000 nascidos vivos. Foram registrados 5.903 nascidos vivos de mães de 10 a 14 anos (12,1 por 1.000 nascidos vivos); a taxa diminuiu em todos os anos, de 15,8 em 2015 para 8,1 em 2024 (redução de 49,1%). Predominaram mães solteiras (66,54%), com 4 a 7 anos de estudo (58,41%) e gestação única (99,03%); 53,52% realizaram sete ou mais consultas de pré-natal e 12,38% realizaram menos de quatro ou nenhuma. A prematuridade atingiu 17,06% e o baixo peso ao nascer, 12,69%. Entre os recém-nascidos, predominaram o sexo masculino (51,79%), a raça/cor parda (92,51%) e o Apgar de 8 a 10 no 1º (83,60%) e no 5º minuto (94,90%). A 1ª Região de Saúde concentrou 32,98% dos nascimentos, e a 2ª apresentou a maior taxa do período (20,8 por 1.000 nascidos vivos). Apesar da redução, a gravidez em meninas de 10 a 14 anos permanece relevante em Alagoas, com desigualdades territoriais, o que reforça a necessidade de ações intersetoriais de prevenção, qualificação do pré-natal e proteção dos direitos das meninas.
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