O MANEJO CLÍNICO DE COMORBIDADES NO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31612Palavras-chave:
Gravidez de Alto Risco, Cuidado Pré-Natal, Hipertensão Induzida pela Gravidez, Diabetes Gestacional, Capacitação de Recursos Humanos em SaúdeResumo
Este artigo buscou integrar a vivência prática da equipe de residentes em uma maternidade de referência em Anápolis-GO às evidências de uma revisão sistemática sobre o manejo da hipertensão e do diabetes gestacional no pré-natal de alto risco. A metodologia mista combinou o relato de experiência assistencial de dois anos à síntese qualitativa de 10 estudos primários (N = 1.238.271 gestantes) triados segundo as diretrizes PRISMA, NOS e GRADE. Os resultados demonstraram que a introdução de rotinas e fichas padronizadas eliminou a conduta empírica e conferiu autonomia aos residentes. A revisão chancelou essa prática ao comprovar que o pré-natal inadequado eleva em 45,6% o risco de Morbidade Materna Grave (OR = 1,456) e em 41,8% as internações em UTI. A monitorização pressórica e a navegação ativa aceleraram a introdução profilática do ácido acetilsalicílico na pré-eclâmpsia. No diabetes gestacional, o suporte multiprofissional reduziu o descontrole glicêmico e os nascimentos de recém-nascidos grandes para a idade gestacional. Conclui-se que a conduta protocolada elimina a inércia médica, qualifica a formação em residência e otimiza a segurança materno-fetal no Sistema Único de Saúde.
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