INTERNAÇÕES NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE POR NEOPLASIA DE COLO DO ÚTERO NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31609Palavras-chave:
Neoplasias do Colo do Útero, Hospitalização, Sistemas de Informação HospitalarResumo
Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico e os gastos hospitalares das internações por neoplasia maligna do colo do útero financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) entre residentes de Alagoas, Brasil, de 2016 a 2025. Trata-se de estudo epidemiológico, descritivo, retrospectivo e quantitativo, com dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS), obtidos no Departamento de Informática do SUS (DATASUS). Foram analisados ano, faixa etária, caráter da internação, permanência, uso de unidade de terapia intensiva (UTI), óbito, região de saúde e gastos, corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Foram registradas 5.026 internações, e a taxa passou de 27,1 para 41,8 por 100.000 mulheres de 10 anos ou mais entre 2016 e 2025. Predominaram mulheres de 40 a 59 anos (54,2%), internações de urgência (55,8%) e permanência de até três dias (45,3%). A internação em UTI ocorreu em 6,7% dos casos, e a letalidade hospitalar foi de 11,8%. A 1ª Região de Saúde concentrou 45,9% das internações. O gasto total foi de R$ 12.641.182,57, com pico em 2022. As internações aumentaram no período, com predomínio de urgências e concentração na 1ª Região de Saúde, o que sugere fragilidades na cadeia diagnóstica e reforça o papel da enfermagem no rastreamento, na busca ativa e na vacinação contra o papilomavírus humano (HPV).
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