ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM NA ESCOLHA DA VIA DE PARTO: DIREITOS E AUTONOMIA DA MULHER
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31377Palavras-chave:
Enfermagem Obstétrica, Autonomia Feminina, Parto Humanizado, Plano de Parto, Violência Obstétrica, Direitos ReprodutivosResumo
Introdução: As elevadas taxas de procedimentos cirúrgicos e intervenções rotineiras na obstetrícia brasileira impõem desafios contínuos ao exercício do protagonismo feminino e à consolidação dos direitos reprodutivos. Objetivo: Analisar de que maneira a assistência de enfermagem atua na promoção da autonomia da mulher durante a escolha da via de parto, identificando intervenções educativas no pré-natal, o impacto do Plano de Parto e as estratégias frente à violência obstétrica. Metodologia: Revisão integrativa guiada pela estratégia PICO e recomendações PRISMA 2020, consultando as bases BVS, LILACS, SciELO e PubMed (2020–2026). A partir de 412 registros iniciais e após a triagem e leitura integral de 32 elegíveis, selecionaram-se 18 estudos primários, avaliados criticamente pelo instrumento JBI. Resultados e Discussão: A enfermagem desempenha papel central na desmedicalização da parturição. O acompanhamento pré-natal estruturado e a elaboração conjunta do Plano de Parto fortalecem a decisão informada e atenuam ansiedades. Todos os estudos incluídos foram realizados no Brasil (100%, n=18), sobressaindo-se as regiões Sudeste (38,9%) e Sul (27,8%). Conclusão: A prática assistencial de enfermagem redireciona o cuidado para a humanização, mitigando práticas autoritárias e assegurando a centralidade da mulher em seu processo parturiente.
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