FITOTERAPIA E AUTOCUIDADO INTEGRATIVO NO CICLO DE VIDA FEMININO: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE EDUCAÇÃO EM SAÚDE, EVIDÊNCIAS E APLICAÇÕES
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31247Palavras-chave:
Plantas Medicinais, Saúde da Mulher, Saúde integral, Educação em Saúde, Extensão universitáriaResumo
O uso de plantas medicinais como prática terapêutica ancestral e complementar tem ganhado reconhecimento na promoção da saúde feminina. No Brasil, ela é legitimada por políticas públicas do Sistema Único de Saúde (SUS), como a Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos (PNPMF). Em consonância, a Estratégia Global da OMS para a Medicina Tradicional (2025–2034) promove a integração segura e holística das práticas integrativas, alinhada à Saúde Única (“One Health”) e à sustentabilidade. A saúde feminina requer cuidado integral, considerando aspectos fisiológicos, emocionais e sociais. Nesse contexto, a fitoterapia pode contribuir para o manejo de condições presentes em diferentes fases da vida, como acne hormonal, tensão pré-menstrual (TPM), endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), lipedema e sintomas do climatério. Entretanto, seu uso requer orientação profissional para prevenir toxicidades e interações medicamentosas. O projeto de extensão universitária da UERJ articula discentes, docentes, profissionais técnicos e a comunidade através de metodologias ativas, como rodas de conversa, elaboração de tinturas, escalda-pés e preparo de chás e sal de ervas, integrando os saberes populares às evidências científicas, favorecendo a aprendizagem, o consumo consciente, a autonomia feminina e a desmistificação de tabus sobre a perimenopausa, além de contribuir para a formação de futuros profissionais de saúde.
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