A EDUCAÇÃO INTERPROFISSIONAL EM SAÚDE NA EXPERIÊNCIA DO PROJETO DE EXTENSÃO EDUCAR PARA PREVENIR SAÚDE DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30757Palavras-chave:
Extensão Universitária, Educação Interprofissional, Saúde da Criança e do Adolescente.Resumo
Este artigo buscou analisar a percepção de estudantes de graduação da área da saúde sobre as contribuições do projeto de extensão Educar para Prevenir: Saúde da Criança e do Adolescente para sua formação acadêmica e para o desenvolvimento de competências interprofissionais. Trata-se de uma pesquisa de campo, quantitativa, descritiva e transversal, realizada em uma Instituição de Ensino Superior localizada na Região Sul do Brasil, com 27 estudantes de diferentes cursos da área da saúde que atuaram no projeto entre 2022 e 2025, promovendo educação em saúde para o público infantojuvenil em contexto escolar. Os dados foram coletados por questionário eletrônico, estruturado em blocos de caracterização, escala Likert (1 a 5) e uma questão aberta, submetida à análise quantitativa. Os resultados mostraram concordância entre 88,9% e 100% nos itens relacionados à formação acadêmica geral e entre 77,8% e 100% nos itens específicos de prática interprofissional, sem diferença relevante entre os dois blocos. A análise descritiva reforçou esse achado, evidenciando categorias como desenvolvimento de competências interprofissionais e valorização do vínculo com a comunidade escolar. Conclui-se que a experiência de educação em saúde com crianças e adolescentes, mesmo sem desenho curricular explicitamente interprofissional, funcionou como espaço equivalente de Educação Interprofissional (EIP), contribuindo de forma consistente tanto para a formação acadêmica quanto para o desenvolvimento de competências colaborativas em saúde.
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