DESIGUALDADES SOCIODEMOGRÁFICAS NA MORTALIDADE HOSPITALAR POR DOENÇA DE ALZHEIMER NO BRASIL SEGUNDO SEXO, RAÇA/COR E FAIXA ETÁRIA NO PERÍODO ENTRE 2016 E 2025
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i9.30716Palavras-chave:
Doença de Alzheimer, Mortalidade Hospitalar, Desigualdades em Saúde, Idoso, Sistemas de Informação em SaúdeResumo
Objetivo: analisar as desigualdades sociodemográficas na mortalidade hospitalar por doença de Alzheimer no Brasil, segundo sexo, raça/cor e faixa etária, no período de 2016 a 2025. Métodos: estudo ecológico, descritivo e de série temporal, realizado com dados secundários e agregados do Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde. Foram analisadas as taxas de mortalidade hospitalar associadas ao diagnóstico de doença de Alzheimer, código G30 da CID-10, entre pessoas com 60 anos ou mais. Resultados: a taxa total do período foi de 23,17%, aumentando de 15,10% em 2016 para 27,94% em 2025. Pessoas com 80 anos ou mais apresentaram a maior taxa (26,41%), seguidas pelos grupos de 70 a 79 anos (18,82%) e 60 a 69 anos (15,50%). A população preta registrou a maior taxa (32,90%), seguida pelas populações branca (26,24%) e parda (20,37%), com pico de 46,88% entre pessoas pretas em 2023. As taxas foram semelhantes entre homens (23,41%) e mulheres (23,03%); entretanto, em 2025, a taxa feminina atingiu 29,28%, ante 25,60% no sexo masculino. Conclusão: observaram-se desigualdades relevantes segundo idade e raça/cor, com maior mortalidade hospitalar entre pessoas muito idosas e pretas, além de variação temporal segundo sexo.
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