INCLUSÃO E CONVIVÊNCIA NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL: AS PERCEPÇÕES DE ESTUDANTES NEUROTÍPICOS SOBRE A PRESENÇA DO TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA NA ESCOLA À LUZ DA AGENDA 2030
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30495Palavras-chave:
Crianças neurotípicas, Percepção de Pares, ODS 4Resumo
O estudo aqui proposto trata da temática inclusão escolar e visa apresentar os resultados finais de uma pesquisa qualitativa de mestrado em educação acerca das percepções de crianças neurotípicas sobre inclusão, interação e convivência com pares com Transtorno do Espectro Autista (TEA) nos anos iniciais do Ensino Fundamental em uma escola brasileira. Ancora-se nos paradigmas da neurodiversidade e na Meta 4.a do ODS 4 da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que recomenda a criação de ambientes educacionais inclusivos e participativos. Partiu-se da seguinte pergunta: de que forma os estudantes neurotípicos compreendem, interpretam e ressignificam o processo de escolarização dos pares? Em termos metodológicos, adotou-se a abordagem qualitativa exploratório-analítica, como instrumento a coleta por entrevistas semiestruturadas com 11 estudantes neurotípicos, de 7 a 10 anos de idade, em uma escola pública municipal do interior paulista. A análise proposta identificou três categorias importantes: (1) mediação e acolhimento; (2) valorização dos interesses subjetivos do colega com Transtorno do Espectro Austista; (3) consciência crítica sobre o preconceito à inclusão como barreira estrutural. Os resultados apontam percepções significativas e positivas, mas indicam lacunas no processo de inclusão escolar. Conclui-se que a inclusão escolar exige intervenções pedagógicas sistemáticas e mobilizações de sensibilização envolvendo todo o contexto escolar.
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