MUSICOTERAPIA COMO INTERVENÇÃO COMPLEMENTAR NO CONTROLE SINTOMÁTICO DA DOENÇA DE ALZHEIMER
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29993Palavras-chave:
Musicoterapia. Doença de Alzheimer. Terapias Complementares. Depressão. Ansiedade.Resumo
A Doença de Alzheimer (DA) é uma afecção neurodegenerativa progressiva e a principal causa de demência em idosos, caracterizada pela deterioração cognitiva, perda de memória e alterações severas de comportamento e humor. Diante do aumento da expectativa de vida e das limitações do tratamento farmacológico convencional em reverter a morte neuronal, intervenções alternativas e não invasivas têm sido amplamente buscadas. O presente estudo objetiva analisar a eficácia da musicoterapia como instrumento terapêutico complementar no manejo sintomático da. Trata-se de uma pesquisa de revisão bibliográfica, de natureza descritiva e qualitativa, com base em estudos publicados nas últimas duas décadas. Os resultados evidenciam que a intervenção musical atua diretamente na modulação neuroquímica cerebral, estimulando a liberação de dopamina e serotonina, e reduzindo os níveis plasmáticos de cortisol. Ademais, a música estimula a plasticidade neuronal, atua como via de comunicação não verbal e facilita o resgate mnemônico, reduzindo significativamente a ansiedade, a depressão e a agressividade. Conclui-se que a musicoterapia é uma ferramenta terapêutica não farmacológica de baixo custo, isenta de efeitos adversos e de alta eficácia, essencial como coadjuvante no controle dos sintomas e na promoção da qualidade de vida dos pacientes afetados pelo Alzheimer.
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