INTERNAÇÕES POR CONDIÇÕES SENSÍVEIS À ATENÇÃO PRIMÁRIA EM CRIANÇAS DA 9ª REGIÃO DE SAÚDE DE ALAGOAS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28878Palavras-chave:
Condições Sensíveis à Atenção Primária. Hospitalização. Saúde da Criança.Resumo
Este artigo buscou descrever o perfil epidemiológico das internações por condições sensíveis à atenção primária (ICSAP) em crianças de 0 a 9 anos residentes na 9ª Região de Saúde do estado de Alagoas, no período de 2015 a 2024. Trata-se de um estudo epidemiológico, descritivo, de série temporal, com abordagem quantitativa, utilizando dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH-SUS/DATASUS). Foram calculadas frequências absolutas, relativas e taxas de internação por 1.000 habitantes, estratificadas por faixa etária e município de residência. No período analisado, foram registradas 13.393 internações hospitalares, das quais 23,8% (n = 3.191) corresponderam a ICSAP. Predominaram internações em menores de 1 ano (42,9%), do sexo masculino (53,3%), de raça/cor parda (82,9%) e de caráter urgente (99,2%). As principais causas foram pneumonias bacterianas (22,0%), gastroenterites infecciosas (16,4%) e doenças pulmonares (16,0%). As taxas variaram de 3,9 a 14,5 internações por 1.000 habitantes, com pico em 2023, e evidenciaram heterogeneidade espacial entre os municípios. Conclui-se que as ICSAP refletem fragilidades no acesso e na continuidade do cuidado na atenção primária, demandando o fortalecimento da Estratégia Saúde da Família e ações intersetoriais voltadas à redução das desigualdades regionais em saúde infantil.
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