INTERNAÇÕES PSIQUIÁTRICAS INFANTOJUVENIS NA MACRORREGIÃO OESTE DO PARANÁ (2015–2024): PERFIL EPIDEMIOLÓGICO E EVOLUÇÃO TEMPORAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.28725Palavras-chave:
Internação Psiquiátrica. Saúde Mental Infantojuvenil. Transtornos Relacionados ao Uso de Substâncias. DATASUS. Epidemiologia.Resumo
Os transtornos mentais e comportamentais na infância e adolescência representam um desafio crescente de saúde pública, culminando frequentemente em internações hospitalares urgentes. O presente trabalho consiste em um estudo epidemiológico descritivo, do tipo ecológico e de série temporal, cujo objetivo foi analisar o perfil e a evolução temporal das internações psiquiátricas na população de 0 a 19 anos na Macrorregião Oeste de Saúde do Paraná, entre 2015 e 2024. A coleta de dados foi realizada por meio do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), via TabNet/DATASUS. A amostra final totalizou 2.872 internações, evidenciando que o uso abusivo de substâncias psicoativas, somado ao uso de álcool, configurou-se como a principal causa de hospitalização (46,5%), seguido pelos transtornos de humor. A análise demonstrou um crescimento contínuo das internações entre 2015 e 2019, interrompido por uma queda abrupta em 2020 e 2021, atrelada aos impactos da pandemia de COVID-19 sobre a infraestrutura hospitalar, com retomada de crescimento em 2024. Destaca-se que 95,2% das admissões ocorreram em caráter de urgência, exigindo longo tempo médio de permanência (20,9 dias), embora com letalidade quase nula (0,07%). Conclui-se que a demanda na região é de perfil altamente agudo, evidenciando a necessidade de fortalecimento preventivo e ambulatorial da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) para mitigar internações precoces.
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