O USO DA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA (VNI) NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDIZADA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

Autores

  • Brena da Silva Fernandes Abrantes UNIFSM
  • Marta Lígia Vieira Melo Centro Universitário Santa Maria
  • Ubiraídys de Andrade Isidório Centro Universitário Santa Maria
  • Kennedy Cristian Alves de Sousa Centro Universitário Santa Maria

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22414

Palavras-chave:

Edema Pulmonar Agudo. Fisioterapia Cardiorrespiratória. Insuficiência Cardíaca; Ventilação Não Invasiva.

Resumo

A insuficiência cardíaca (IC) é um problema de saúde pública global, cuja descompensação aguda frequentemente culmina em edema agudo de pulmão cardiogênico (EAPC), uma emergência médica com alta morbimortalidade. A ventilação não invasiva (VNI) desponta como uma intervenção fundamental no manejo desses pacientes. Objetivo: Sintetizar as evidências clínicas e as recomendações atuais sobre a eficácia e a aplicação da VNI na IC agudizada. Método: Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, com buscas nas bases de dados LILACS, SciELO e MEDLINE/PubMed, abrangendo o período de 2019 a 2025. A estratégia de busca utilizou os descritores ("Insuficiência Cardíaca" OR "Heart Failure") AND ("Ventilação Não Invasiva" OR "Noninvasive Ventilation" OR "CPAP" OR "BiPAP"). Foram incluídos estudos originais, revisões sistemáticas, metanálises e diretrizes clínicas que abordassem o uso da VNI em adultos com IC agudizada. Foram excluídos editoriais, cartas ao editor e estudos com foco exclusivo em população pediátrica. O processo de seleção, a partir de um universo inicial de 127 artigos, envolveu a triagem de títulos e resumos, seguida da leitura integral de 40 artigos, resultando em 17 estudos para a síntese final. Resultados: A análise dos estudos demonstrou que a VNI, em comparação ao tratamento padrão, reduz significativamente a necessidade de intubação orotraqueal (redução de 51%) e a mortalidade hospitalar (redução de 35%). Os benefícios são mediados por efeitos fisiológicos, como a redução da pré e pós-carga do ventrículo esquerdo e a melhora rápida dos parâmetros gasométricos. A literatura corrobora a segurança da terapia e não aponta diferenças significativas nos desfechos primários entre as modalidades CPAP e BiPAP. Contudo, a necessidade de VNI também se mostrou um marcador de maior gravidade da doença e pior prognóstico em 180 dias. Considerações Finais: A VNI é uma terapia eficaz e segura, considerada padrão-ouro no tratamento do EAPC. O fisioterapeuta desempenha um papel central na aplicação e monitoramento da terapia, visando otimizar os desfechos clínicos e hemodinâmicos do paciente.

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Biografia do Autor

  • Brena da Silva Fernandes Abrantes, UNIFSM

    Fisioterapia acadêmica UNIFSM.

  • Marta Lígia Vieira Melo, Centro Universitário Santa Maria

    Orientadora. Professora do curso de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba.

  • Ubiraídys de Andrade Isidório, Centro Universitário Santa Maria

    Professor do curso de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba.

  • Kennedy Cristian Alves de Sousa, Centro Universitário Santa Maria

    Professor do curso de Bacharelado em Fisioterapia do Centro Universitário Santa Maria, Cajazeiras, Paraíba.

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Publicado

2025-11-21

Como Citar

Abrantes, B. da S. F., Melo, M. L. V., Isidório, U. de A., & Sousa, K. C. A. de. (2025). O USO DA VENTILAÇÃO NÃO INVASIVA (VNI) NA INSUFICIÊNCIA CARDÍACA AGUDIZADA: UMA REVISÃO INTEGRATIVA. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 11(11), 6295-6304. https://doi.org/10.51891/rease.v11i11.22414

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