CARIOGENICIDADE DE MEDICAMENTOS INFANTIS: AVALIAÇÃO DESTE POTENCIAL EM ESTUDO IN VITRO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v11i8.20698Palavras-chave:
Cárie dentária. Açúcares adicionados. Soluções orais.Resumo
Os medicamentos infantis possuem compostos aromatizantes e adoçantes utilizados para facilitar a aceitação das crianças por amenizarem o sabor desagradável. Por outro lado, a alta concentração de açúcares adicionada às fórmulas pode favorecer a desmineralização dos tecidos dentais e a formação de uma lesão cariosa, na ausência de uma higiene bucal adequada. O objetivo central deste estudo foi analisar o potencial de cariogenicidade de diferentes medicamentos pediátricos. Foram analisados oito medicamentos pediátricos, sendo eles: Amoxicilina, Dipirona monosódica, Paracetamol, Dropropizina, Ibuprofeno, Maleato de bronfeniramina + cloridrato de fenilefrina, Nitazoxanida, Sulfametoxazol + trimetoprima; nas quais os teores de açúcares totais e redutores existentes em cada amostra foram determinados, em triplicata, pelo método de Lane-Eynon (Fehling). Foi observado que o maior teor de açúcar total (37,26%), bem como de açúcar redutor (22,98%) foi encontrado em uma das amostras de Amoxicilina (A3 e AR3) e seus valores de pH foram os mais baixos: 5,6 e 5,7, respectivamente. O menor teor de açúcar total (17,87%), assim como o de açúcar redutor (3,13%) esteve presente em uma das amostras de Dropropizina. Os demais medicamentos não apresentaram açúcares fermentáveis, mas apenas substâncias adoçantes. Conclui-se que a Amoxicilina foi o medicamento com maior potencial cariogênico, seguida pela Dropropizina; entretanto, também existem os que apresentam formulações isentas de açúcares, refletindo um avanço da indústria na substituição por adoçantes não cariogênicos.
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