EEFICÁCIA, SEGURANÇA, DURABILIDADE E DESFECHOS SEXUAIS DAS TERAPIAS INTERVENCIONISTAS PARA OBSTRUÇÃO PROSTÁTICA BENIGNA: REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30736Palabras clave:
Hiperplasia prostática benigna, Obstrução prostática benigna, Sintomas do trato urinário inferior, Função sexual, Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivosResumen
Objetivo: Comparar a eficácia, a segurança, a durabilidade e os desfechos sexuais das principais terapias intervencionistas utilizadas no tratamento dos sintomas do trato urinário inferior (STUI) atribuídos à obstrução prostática benigna (OPB). Metodologia: Foram pesquisadas as bases PubMed/MEDLINE, Scopus e LILACS para estudos publicados entre janeiro de 2011 e 30 de julho de 2026. Foram incluídos estudos comparativos que avaliaram Aquablation, Rezūm, UroLift, iTind, embolização das artérias prostáticas (EAP), enucleação prostática com laser de hólmio (HoLEP), outras formas de enucleação prostática a laser (LEP) e ressecção transuretral da próstata (RTUP). Os principais desfechos de eficácia foram o Escore Internacional de Sintomas Prostáticos (IPSS) e o fluxo urinário máximo (Qmax), complementados por resíduo pós-miccional, segurança, função sexual, retratamento e durabilidade. Resultados: Foram incluídas 12 publicações, correspondentes a um número menor de coortes independentes devido à presença de análises secundárias e seguimentos de estudos previamente publicados. Todas as intervenções produziram melhora dos sintomas urinários, porém com diferenças no grau de desobstrução, segurança, preservação sexual e necessidade de novo tratamento. A RTUP e a enucleação prostática a laser apresentaram maior resposta funcional objetiva. A Aquablation mostrou melhora sintomática comparável em diferentes cenários, associada a menor ocorrência de disfunção ejaculatória. A EAP reduziu os sintomas, embora tenha apresentado menor resposta funcional que a RTUP, e mostrou resultados favoráveis em comparação ao tratamento farmacológico. UroLift, Rezūm e iTind apresentaram perfil favorável de preservação sexual, com diferenças quanto à durabilidade e ao retratamento. A meta-análise exploratória de Aquablation versus enucleação a laser não demonstrou diferença consistente no IPSS, enquanto os parâmetros objetivos tenderam a favorecer a enucleação, com elevada incerteza decorrente do pequeno número de estudos. Conclusão: Nenhuma intervenção apresentou superioridade em todos os desfechos avaliados. A escolha terapêutica deve considerar conjuntamente melhora sintomática, necessidade de desobstrução, segurança, preservação sexual, características prostáticas e durabilidade esperada.
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