METABÓLITOS SECUNDÁRIOS BIOATIVOS DE PLANTAS MEDICINAIS E AROMÁTICAS SOB ESTRESSE: ELICITAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DE INGREDIENTES COSMÉTICOS E TERAPÊUTICOS
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30395Palavras-chave:
Elicitação, Estresse abiótico, Estresse biótico, Compostos fenólicos, Flavonoides, Terpenoides, Alcaloides, Óleos essenciais, Cosméticos, Saúde humanaResumo
Plantas medicinais e aromáticas respondem a condições de estresse, como déficit hídrico, salinidade, radiação ultravioleta, temperaturas extremas, metais e agentes bióticos, reprogramando seu metabolismo especializado e acumulando metabólitos secundários bioativos, como compostos fenólicos, flavonoides, terpenoides e alcaloides. Essa resposta adaptativa, conhecida como elicitação, representa estratégia promissora para a produção de ingredientes naturais com aplicação nas indústrias cosmética e farmacêutica. Esta revisão narrativa sistematiza 52 artigos originais publicados entre 2020 e 2026, selecionados exclusivamente entre estudos experimentais, abordando: (i) as bases metabólicas e moleculares da resposta vegetal ao estresse; (ii) o efeito de diferentes estresses abióticos na acumulação de metabólitos; (iii) a elicitação por fitormônios, polissacarídeos e agentes bióticos, inclusive em culturas in vitro e raízes transformadas; (iv) a aplicação de metabolômica, transcriptômica e modelagem preditiva na caracterização desses compostos; e (v) as evidências de segurança e eficácia de extratos e óleos essenciais de plantas estressadas em fotoproteção, atividade antioxidante, antimicrobiana, anti-inflamatória, cicatrização de feridas e clareamento cutâneo. O estresse moderado e controlado eleva substancialmente o teor de fenólicos e flavonoides e modifica favoravelmente a composição de óleos essenciais, aumentando a bioatividade dos extratos; contudo, a intensidade e a duração do estresse são fatores críticos, pois estresse severo reduz a biomassa e pode comprometer o rendimento global. Lacunas metodológicas, ausência de padronização de protocolos, necessidade de validação em escala de campo e escassez de ensaios clínicos de fase avançada ainda limitam a translação desses achados para produtos comerciais.
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