IMPACTO DA CIRURGIA PLÁSTICA OCULAR NA DENSIDADE DE CÉLULAS CALICIFORMES E NO PLEXO NERVOSO SUB BASAL RASTREAMENTO POR MICROSCOPIA CONFOCAL IN VIVO E CINEMÁTICA DO PISCAR
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29991Palabras clave:
Blefaroplastia. Células caliciformes. Plexo nervoso sub-basal. Microscopia confocal in vivo. Dinâmica do piscar.Resumen
Introdução: A cirurgia plástica ocular havia sido amplamente empregada na correção funcional e estética das estruturas perioculares, porém alterações anatômicas e biomecânicas decorrentes dos procedimentos poderiam repercutir sobre a superfície ocular. A densidade das células caliciformes, responsáveis pela produção de mucinas essenciais à estabilidade do filme lacrimal, poderia sofrer modificações após intervenções palpebrais. Objetivo: Analisar as evidências científicas disponíveis sobre o impacto da cirurgia plástica ocular na densidade de células caliciformes, no plexo nervoso sub-basal e na cinemática do piscar, relacionando essas alterações à integridade da superfície ocular. Metodologia: Realizou-se uma revisão sistemática da literatura conforme as recomendações do checklist PRISMA, considerando artigos científicos publicados nos últimos 10 anos nas bases PubMed, SciELO e Web of Science. Foram utilizados cinco descritores: “blefaroplastia”, “células caliciformes”, “plexo nervoso sub-basal”, “microscopia confocal in vivo” e “dinâmica do piscar”. Incluíram-se estudos originais em humanos, publicações dentro do período estabelecido e pesquisas que avaliaram alterações da superfície ocular após cirurgia plástica ocular. Excluíram-se estudos experimentais em animais, trabalhos sem avaliação relacionada aos desfechos de interesse e publicações duplicadas ou sem texto completo disponível. Resultados: Os estudos analisados indicaram que procedimentos palpebrais poderiam modificar temporariamente a estabilidade do filme lacrimal e a função da superfície ocular, com redução da densidade de células caliciformes e alterações morfológicas epiteliais em determinados períodos pós-operatórios. Conclusão: Concluiu-se que a cirurgia plástica ocular havia produzido alterações mensuráveis na superfície ocular, envolvendo células caliciformes, inervação corneana e dinâmica palpebral. A microscopia confocal in vivo mostrou-se relevante para identificar alterações celulares e neurais, enquanto a análise do piscar complementou a avaliação funcional. Esses achados reforçaram que o acompanhamento da superfície ocular deveria integrar a avaliação pós-operatória, principalmente em pacientes predispostos à disfunção lacrimal.
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