ANALGESIA PÓS-OPERATÓRIA COM OPIOIDES: SEGURANÇA, CONTROLE DA DOR E PREVENÇÃO DO USO PROLONGADO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i7.29159Palabras clave:
Dor pós-operatória. Analgésicos opioides. Analgesia. Segurança do paciente. Transtornos relacionados ao uso de opioides.Resumen
A dor aguda pós-operatória permanece inadequadamente controlada em parcela expressiva dos pacientes cirúrgicos, ao mesmo tempo em que a prescrição de analgésicos opioides passou a ser reconhecida como possível porta de entrada para o uso prolongado dessas substâncias. Esse duplo problema, que reúne o subtratamento da dor de um lado e a exposição desnecessária ao opioide de outro, impõe ao clínico a tarefa de equilibrar eficácia analgésica e segurança. O objetivo desta revisão foi analisar criticamente o uso de opioides na analgesia pós-operatória, discutindo os fundamentos farmacológicos e conceituais, as evidências disponíveis sobre eficácia e eventos adversos, os determinantes do uso persistente e as estratégias de prevenção aplicáveis à prática assistencial. Trata-se de revisão narrativa, crítica e descritiva da literatura, com busca nas bases PubMed/MEDLINE, SciELO, LILACS, Cochrane Library e Google Scholar, priorizando publicações dos últimos quinze anos. Foram discutidos a analgesia multimodal e procedimento-específica, a limitação da prescrição na alta hospitalar, os fatores de risco para uso persistente, as controvérsias sobre anestesia livre de opioides e as particularidades do contexto brasileiro, marcado por consumo comparativamente baixo e por escassez de dados. Conclui-se que a segurança do opioide perioperatório depende menos de sua proscrição do que de indicação criteriosa, dose mínima eficaz, duração limitada e seguimento estruturado.
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