INTERNAÇÕES POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL, 2015-2024

Autores

  • Adolfo Lucas Gonzaga Lisboa Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar
  • Manoel Holanda Soares Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar
  • Orcélia Pereira Sales Universidade de Brasília
  • Aline Duarte Silva Bazilio Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar
  • José Augustinho Mendes Santos Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

DOI:

https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31599

Palavras-chave:

Insuficiência cardíaca, Hospitalização, Sistema Único de Saúde, Epidemiologia descritiva, Gastos em saúde

Resumo

Este estudo teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico das internações por insuficiência cardíaca (IC) no Sistema Único de Saúde (SUS) no estado de Alagoas, Brasil, entre 2015 e 2024. Trata-se de estudo descritivo, com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) e estimativas populacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Foram analisadas características sociodemográficas e assistenciais, distribuição por região de saúde, taxas de internação e gastos hospitalares corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). No período, foram registradas 22.882 internações por IC, com taxa média de 71,4 por 100.000 habitantes. A taxa passou de 95,9 em 2015 para 56,5 por 100.000 habitantes em 2024 (redução de 41,1%), com a maior queda entre 2019 e 2020 (41,3%). Predominaram o sexo masculino (54,7%), a faixa etária de 60 a 79 anos (48,4%) e as internações de urgência (89,5%). A maior taxa ocorreu entre pessoas com 80 anos ou mais (657,5 por 100.000 habitantes). Houve internação em Unidade de Terapia Intensiva em 18,2% dos registros, e a letalidade hospitalar foi de 17,5%. A 1ª Região de Saúde concentrou 43,8% das internações, e a 5ª Região apresentou a maior taxa média (102,1 por 100.000 habitantes). O gasto médio corrigido por internação passou de R$ 2.449,76 em 2015 para R$ 3.175,34 em 2024. Conclui-se que, apesar da redução das taxas a partir de 2020, a IC mantém elevada demanda hospitalar e letalidade em Alagoas, sobretudo entre idosos, o que indica a necessidade de acompanhamento longitudinal e de organização integrada da rede de atenção.

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Biografia do Autor

  • Adolfo Lucas Gonzaga Lisboa, Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

    Discente do curso de Enfermagem da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA). 

  • Manoel Holanda Soares, Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

    Enfermeiro. Mestre em Ensino e Formação de Professores pela Universidade Federal de Alagoas (UFAL). Professor e Coordenador do Curso de Enfermagem da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA).

  • Orcélia Pereira Sales, Universidade de Brasília

    Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB).

  • Aline Duarte Silva Bazilio, Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

    Enfermeira. Mestranda em Saúde da Família pela Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (UNCISAL). Professora da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA).

  • José Augustinho Mendes Santos, Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar

    Enfermeiro. Doutorando em Ciências da Saúde pela Universidade de Brasília (UnB). Professor da Faculdade São Vicente de Pão de Açúcar (FASVIPA).

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Publicado

2026-11-06

Como Citar

Lisboa, A. L. G., Soares, M. H., Sales, O. P., Bazilio, A. D. S., & Santos, J. A. M. (2026). INTERNAÇÕES POR INSUFICIÊNCIA CARDÍACA NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO ESTADO DE ALAGOAS, BRASIL, 2015-2024. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 12(11), 1-15. https://doi.org/10.51891/rease.v12i11.31599