VACINAÇÃO PARA HPV E A INCIDÊNCIA DE CÂNCER CERVICAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31522Palavras-chave:
Infecções por Papillomavirus, Vacinas contra Papillomavirus, Neoplasias do Colo do ÚteroResumo
Introdução: O câncer do colo do útero é um problema de saúde pública associado à infecção persistente pelo Papilomavírus Humano (HPV), cuja vacinação é a principal medida preventiva. Objetivos: Analisar a efetividade da vacinação contra o HPV na prevenção de infecções, lesões precursoras e câncer do colo do útero, além de identificar fatores associados à adesão vacinal. Justificativa: A elevada morbimortalidade da doença exige evidências que subsidiem políticas públicas. Metodologia: Revisão integrativa nas bases PubMed e SciELO, utilizando descritores MeSH e DeCS combinados pelos operadores booleanos OR e AND. Foram incluídas revisões sistemáticas publicadas entre 2020 e 2025. Dos 639 registros avaliados, 16 compuseram a amostra. Resultados e discussão: A vacinação reduziu infecções pelos tipos 16 e 18, lesões precursoras e câncer do colo do útero, diminuindo em até 80% o risco de câncer entre mulheres vacinadas até os 16 anos. A idade da vacinação foi mais determinante que o número de doses. No Brasil e na América Latina, o desconhecimento sobre o HPV e a vacina foi a principal barreira à adesão. Conclusão: A vacinação é a principal estratégia preventiva do câncer do colo do útero. Seu impacto depende de elevada cobertura, educação em saúde e manutenção do rastreamento.
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