INFLUÊNCIA DA MICROBIOTA VAGINAL NA PERSISTÊNCIA DA INFECÇÃO PELO HPV E NA PROGRESSÃO DAS LESÕES CERVICAIS: UMA REVISÃO DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31329Palavras-chave:
Microbiota, Infecções por Papillomavirus, Displasia do Colo do ÚteroResumo
A infecção pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelos tipos de alto risco, está relacionada ao desenvolvimento de lesões intraepiteliais cervicais e ao câncer de colo do útero. Embora a persistência viral seja um dos principais fatores envolvidos nesse processo, evidências recentes indicam que a composição da microbiota vaginal pode estar relacionada à evolução da infecção. Esse artigo buscou analisar a influência da microbiota vaginal na persistência da infecção pelo HPV e na progressão das lesões cervicais. Foi realizada uma revisão da literatura nas bases PubMed e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), utilizando os descritores “Microbiota”, “Papillomavirus Infections” e “Uterine Cervical Dysplasia”, combinados pelo operador booleano AND. Foram selecionados 25 estudos publicados nos últimos cinco anos, disponíveis gratuitamente e em texto completo. Os resultados demonstraram associação entre disbiose cervicovaginal, alterações na composição de espécies de Lactobacillus e persistência do HPV, além de relações com diferentes graus de lesão cervical. Também foram observadas alterações em bactérias anaeróbias e em perfis metabólicos relacionados à resposta imune local. Conclui-se que a microbiota vaginal pode participar do microambiente associado à persistência do HPV e à progressão das lesões, embora a relação causal ainda não esteja completamente estabelecida.
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