SEGURANÇA CARDIOVASCULAR DA TERAPIA HORMONAL DA MENOPAUSA: INFLUÊNCIA DA VIA DE ADMINISTRAÇÃO, FORMULAÇÃO E JANELA DE OPORTUNIDADE
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.30830Palavras-chave:
Menopausa, Terapia hormonal, Doenças cardiovascularesResumo
A terapia hormonal da menopausa (THM) é o tratamento mais eficaz para sintomas vasomotores, mas seus efeitos cardiovasculares dependem do perfil clínico, do momento de início, da formulação e da via de administração. Esta revisão analisou a segurança cardiovascular da THM em mulheres na peri e pós-menopausa. Foi realizada revisão integrativa, com relato estruturado conforme o PRISMA 2020, nas bases PubMed/MEDLINE e SciELO, considerando publicações de 18 de agosto de 2021 a 18 de agosto de 2026. A busca identificou 569 registros; após remoção de uma duplicata, triagem e leitura integral, 27 publicações compuseram a síntese. Os estudos mostraram resultados heterogêneos: regimes orais combinados e tibolona apresentaram sinais mais consistentes de tromboembolismo venoso, doença isquêmica e acidente vascular cerebral em coortes; a terapia transdérmica não demonstrou proteção cardiovascular universal. Ensaios e análises do Women’s Health Initiative sugeriram neutralidade cardiovascular em mulheres sintomáticas de 50–59 anos, enquanto o risco aumentou em idades mais avançadas. Conclui-se que a THM não deve ser prescrita para prevenção primária cardiovascular; quando indicada para sintomas, exige estratificação individual de risco, decisão compartilhada e escolha criteriosa de dose, via e progestógeno.
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