CORRELAÇÃO ENTRE RISCO CARDIOVASCULAR E PREVALÊNCIA DE ALTERAÇÕES ELETROCARDIOGRÁFICAS EM MORADORES DE COMUNIDADES RURAIS NA REGIÃO DO ALTO PANTANAL DE MATO GROSSO: UM ESTUDO TRANSVERSAL
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.28638Palavras-chave:
Risco Cardiovascular, Eletrocardiografia, População Rural, Atenção Primária à SaúdeResumo
Este artigo avaliou o perfil de risco cardiovascular e a prevalência de alterações eletrocardiográficas em moradores de comunidades rurais da região do Alto Pantanal. Trata-se de um estudo observacional, analítico, exploratório e transversal, realizado com 23 indivíduos maiores de 18 anos encaminhados por Unidades Básicas de Saúde para avaliação cardiológica. Os dados foram obtidos por questionários, aferição de pressão arterial, glicemia capilar, bioimpedância e eletrocardiograma, com estratificação do risco cardiovascular pela ferramenta HEARTS. A amostra apresentou predomínio feminino, baixa escolaridade, renda familiar de até dois salários mínimos e longa permanência na zona rural. Observou-se elevada frequência de hipertensão arterial, diabetes mellitus, colesterol alto, sedentarismo, tabagismo, hábito alimentar gorduroso, estresse e fadiga. Entre os participantes classificados pelo HEARTS, 70% apresentaram risco cardiovascular moderado ou alto. Alterações eletrocardiográficas foram identificadas em 39,13% da amostra, predominando alterações de repolarização. A presença de alteração no ECG foi mais frequente no grupo de risco moderado/alto, embora sem significância estatística. Hábito alimentar gorduroso e fadiga frequente associaram-se significativamente às alterações eletrocardiográficas. Os achados reforçam a importância do rastreamento cardiovascular em populações rurais vulneráveis.
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