INTÉRPRETE DE LIBRAS E PROFESSOR REGENTE: REFLEXÕES SOBRE A PRÁTICA EDUCACIONAL COM O ALUNO SURDO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31621Palavras-chave:
Educação inclusiva, Libras, Intérprete educacional, Professor regente, Estudante surdoResumo
Este artigo analisa as relações entre professores regentes e intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (Libras) no processo de escolarização de estudantes surdos. O objetivo foi compreender como esses profissionais percebem suas funções e interações em sala de aula e identificar possibilidades de aprimoramento da prática colaborativa. Trata-se de pesquisa qualitativa, com características de estudo de caso, desenvolvida em escolas públicas municipais e estaduais do interior paulista. A coleta de dados ocorreu por meio de dois questionários mistos, respondidos por três professoras e quatro intérpretes de Libras, durante o contexto da pandemia de covid-19. Os dados foram examinados com base em temas recorrentes nas respostas abertas e na descrição das questões objetivas. Os resultados evidenciam o reconhecimento da importância do intérprete para a comunicação e a participação dos estudantes surdos, mas também lacunas na formação específica das docentes, irregularidade no compartilhamento prévio de materiais e diferentes entendimentos sobre a atuação dos profissionais. Conclui-se que a formação continuada, o planejamento conjunto e a delimitação compartilhada das responsabilidades pedagógicas e linguísticas podem favorecer práticas educacionais mais acessíveis.
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