MUCOSITE ORAL EM PACIENTES SUBMETIDOS À TERAPIA ANTINEOPLÁSICA: UMA REVISÃO NARRATIVA DA LITERATURA
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i10.31593Palavras-chave:
Mucosite oral, Terapia antineoplásica, Quimioterapia, Odontologia oncológica, Prevenção e controleResumo
A mucosite oral é uma das complicações mais frequentes e debilitantes das terapias antineoplásicas e pode comprometer a alimentação, a deglutição, a fala, a higiene oral e a própria continuidade do tratamento oncológico. Este estudo teve como objetivo analisar a influência do tratamento antineoplásico no desenvolvimento da mucosite oral em pacientes oncológicos, suas repercussões funcionais e as estratégias de prevenção e manejo descritas na literatura, com ênfase na atuação do cirurgião-dentista. Trata-se de uma revisão narrativa da literatura, realizada nas bases de dados PubMed e SciELO, que considerou artigos publicados entre 2010 e 2025, em português e inglês. Dos 22 artigos identificados, oito estudos foram selecionados para análise. Os resultados indicaram que a ocorrência e a gravidade da mucosite variam conforme a modalidade terapêutica, a intensidade do tratamento, as condições da cavidade oral e as características individuais dos pacientes. Foram identificadas diferentes estratégias preventivas e terapêuticas, como cuidados básicos de higiene oral, fotobiomodulação, crioterapia e uso de agentes tópicos; contudo, a heterogeneidade dos protocolos ainda não permite definir uma intervenção única. Conclui-se que o acompanhamento do paciente oncológico deve ser individualizado e multiprofissional, com participação do cirurgião-dentista desde a avaliação bucal prévia até o manejo das alterações orais decorrentes da terapia antineoplásica.
Downloads
Downloads
Publicado
Edição
Seção
Categorias
Licença
Atribuição CC BY