GESTÃO DE COMPRAS E IMPACTOS DA SAZONALIDADE AMAZÔNICA: UM ESTUDO DE CASO SOBRE CUSTOS E PRECIFICAÇÃO EM UMA EPP NO COMÉRCIO DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM TEFÉ-AM
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i8.29854Palavras-chave:
Sazonalidade amazônica. Logística fluvial. Precificação. Gestão de estoques.Resumo
Esse artigo buscou analisar os efeitos da sazonalidade hidrológica do Rio Solimões sobre a gestão de compras, os custos de aquisição e a rentabilidade de uma empresa de pequeno porte (EPP) do comércio varejista de materiais de construção civil em Tefé, Amazonas. Do ponto de vista metodológico, adotou-se pesquisa aplicada, quali-quantitativa, de caráter descritivo e explicativo, operacionalizada por meio de estudo de caso único, com coleta documental de notas fiscais e relatórios gerenciais extraídos do sistema ERP da empresa, referentes ao período de junho de 2025 a maio de 2026. Aplicou-se a técnica de engenharia reversa de custos para desmembrar o valor nominal de compra de cimento, ferro e tinta em preço de tabela, frete fluvial, frete rodoviário e ICMS-ST, além do Custo Médio Ponderado Móvel (CMPM) para apuração da margem de lucro mensal. Os resultados evidenciaram margem bruta global de 15,05% no período, ocultando heterogeneidade relevante entre produtos: o cimento, principal item do portfólio, sustentou a menor margem (11,43%), atingindo seu piso no auge da estiagem (setembro a novembro), enquanto ferro e tinta mantiveram margens superiores e mais estáveis ao longo do ciclo hidrológico, revelando um efeito de composição do mix de vendas que mascara, em indicadores consolidados, a real fragilidade financeira do cimento na seca. Conclui-se que a antecipação de compras de cimento nos meses de cheia constitui estratégia financeiramente vantajosa, recomendando-se sua adoção como política permanente de gestão de estoques da empresa.
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