USO RACIONAL DE ANTI-INFLAMATÓRIOS NÃO ESTEROIDAIS (AINES): RISCOS, BENEFÍCIOS E ESTRATÉGIAS DE OTIMIZAÇÃO
DOI:
https://doi.org/10.51891/rease.v12i6.27580Palavras-chave:
Anti-inflamatórios não esteroidais. Uso racional de medicamentos. Automedicação. reações adversas. Segurança do paciente.Resumo
Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) são entre os medicamentos mais usados para tratar dor, febre e inflamação. Embora sejam muito eficazes para o tratamento, a administração inadequada ou prolongada desses medicamentos pode levar a uma série de efeitos colaterais, particularmente nos sistemas gastrointestinal, renal e cardiovascular. A automedicação, aliada ao fácil acesso aos AINEs, aumenta o uso inadequado desses medicamentos, o que configura um sério problema de saúde pública. Por isso, discutir estratégias que estimulem o uso seguro e consciente desses fármacos é fundamental. Este trabalho teve como intuito, a partir da literatura científica, avaliar o uso racional dos AINEs, levando em conta os principais benefícios terapêuticos, os riscos do uso inadequado e as estratégias que favorecem uma farmacoterapia segura. É uma pesquisa qualitativa, descritiva e exploratória, realizada por meio de uma revisão da literatura nas bases de dados BVS, PubMed e SciELO, onde foram utilizados descritores da temática, interligados por operadores booleanos. Os resultados demonstraram que os AINEs são altamente eficazes do ponto de vista clínico e são utilizados em várias áreas de tratamento. No entanto, o uso excessivo está ligado a um aumento nas reações adversas, interações entre medicamentos e complicações clínicas, especialmente entre grupos vulneráveis, como os idosos e aqueles com doenças crônicas. Também se constatou que a falta de informação, o fácil acesso e a cultura da automedicação são fatores que contribuem de maneira significativa para o uso irracional desses medicamentos. Portanto, a segurança e a eficácia no uso dos AINEs estão diretamente ligadas ao seu uso consciente e responsável, o que só será possível por meio de estratégias que incluam educação em saúde, monitoramento farmacoterapêutico e a intervenção proativa do farmacêutico na orientação ao paciente. Assim, o fortalecimento dessas práticas é fundamental para minimizar riscos, aprimorar os resultados clínicos e garantir uma assistência em saúde mais segura e de melhor qualidade.
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